
A Fifa e a Comissão de Arbitragem saíram em defesa do árbitro brasileiro Raphael Claus, que está na Copa do Mundo. Segundo informações do The Athletic e do The New York Times, o governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, teria coordenado uma operação jurídica e política para acusar, sem provas, o brasileiro de envolvimento em manipulação de resultados em partidas do futebol brasileiro. A situação ocorreu após a expulsão do atacante Folarin Balogun, artilheiro dos Estados Unidos no Mundial, com três gols.
O jogador recebeu cartão vermelho no segundo tempo da vitória norte-americana por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, depois de pisar no defensor Tarik Muharemovic. Após a repercussão do caso, a Fifa anunciou no último domingo a retirada da punição, liberando o atacante para atuar nesta segunda-feira contra a Bélgica, pelas oitavas de final. "Por força do artigo 27 do Código Disciplinar, a implementação da suspensão automática de partidas para o jogador dos EUA Folarin Balogun fica suspensa por um período probatório de um ano", anunciou a Fifa.
A decisão gerou revolta na Federação Belga, na Uefa e em outras instituições, incluindo Conmebol, CBF e Federação Paulista, que saíram em defesa do árbitro brasileiro. Em comunicado nesta segunda-feira, a Fifa afirmou que "reconhece Raphael Claus como um dos principais árbitros profissionais do mundo e um membro valioso da Equipe Um da Copa do Mundo da Fifa. Ao longo de sua carreira, ele demonstrou consistentemente os mais altos padrões de profissionalismo e integridade".
Outro a se pronunciar foi o histórico ex-árbitro italiano Pierluigi Collina, diretor de Arbitragem da Fifa e presidente do Comitê de Árbitros da entidade. "Raphael Claus está arbitrando em sua segunda Copa do Mundo da FIFA, tendo estado conosco no Catar em 2022. Ele é um árbitro experiente e altamente respeitado, e mantemos total confiança nele como um oficial de jogo confiável", afirmou.
O paulista, de 46 anos, está em sua segunda edição de Copa do Mundo. Nesta edição, além do polêmico duelo entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, que terminou com vitória dos donos da casa por 2 a 0, o árbitro também comandou a goleada da Espanha por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, pela segunda rodada do Grupo H. Em 2022, no Catar, apitou duas partidas, ambas pela fase de grupos. A primeira foi a goleada da Inglaterra por 6 a 2 sobre o Irã, duelo em que assinalou 16 minutos de acréscimos. A outra foi a vitória do Marrocos por 2 a 1 sobre o Canadá.
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