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Brasil tem diante da Noruega menor porcentagem de posse de bola nos últimos 60 anos de Copa

05/07/2026 | 22:46
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Noruegueses tocando a bola e os brasileiros correndo atrás. Assim foi a maior parte da partida que terminou com vitória por 2 a 1 para a Noruega sobre o Brasil, eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe treinada pelo italiano Carlo Ancelotti teve apenas 34% da posse de bola, menor índice da seleção desde que se há registros, segundo dados da opta de 1966.

O Brasil teve 351 passes a menos que o adversário ao longo do jogo. Até finalizou mais vezes, 14 a 9, porém apenas quatro foram no alvo. Os noruegueses foram mais certeiros, pois acertaram cinco. Apenas os dados não são suficientes para explicar a derrota, embora os 34% de posse apenas evidenciem o mau desempenho.

A lista das cinco menores posses de bola do Brasil em Copas, desde 1966, são acompanhadas de mais êxitos do que frustrações. De qualquer forma, nenhuma delas está abaixo dos 40% e o contexto das partidas explica os dados, afinal em alguns desses jogo os brasileiros construíram vantagem no placar e passaram a se defender. O segundo pior índice é de 40%, número da semifinal de 1998, quando a seleção empatou por 1 a 1 com a Holanda e passou nos pênaltis.

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Em seguida, está a posse de 41% repetida em 1982, contra a Argentina na segunda fase, e nas semifinais e final de 2002, contra Turquia e Alemanha, respectivamente - as três partidas terminaram com triunfo brasileiro. O certo é que ficou exposta a fragilidade do futebol brasileiro, especialmente pela escassez de talento no meio de campo. Bruno Guimarães, jogador cuja responsabilidade é a distribuição de jogo, teve pouco impacto positivo na partida.

Seus passes foram pouco produtivos em termos de ofensividade, principalmente depois que ele desperdiçou o pênalti quando o jogo estava empatado e perdeu confiança. A Noruega, por outro lado, tem Martin Odegaard, um tipo de jogador que falta ao Brasil e dotado de visão de jogo e capacidade técnica para executar as jogadas que vislumbra. Capitão do Arsenal, ele participou ativamente da campanha do título inglês e do vice-campeonato da Champions League.

VEJA OS CINCO PIORES ÍNDICES DE POSSE DE BOLA DO BRASIL DESDE 1966, SEGUNDO DADOS DA OPTA: 34% - Brasil 1 x 2 Noruega (Oitavas 2026) 40% - Brasil 1 (4) x (2) 1 Holanda (Semifinais 1998) 41% - Brasil 2 x 1 Turquia (Semifinais 2002) 41% - Brasil 2 x 0 Alemanha (Final 2002) 44% - Brasil 3 x 1 Argentina (Segunda fase 1982)




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