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Brasil chega a seu maior jejum sem título em Copas após eliminação para a Noruega

05/07/2026 | 19:40
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A eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 neste domingo, impôs ao Brasil um recorde negativo inédito desde a primeira conquista da seleção, em 1958. Sem levantar a taça desde o pentacampeonato de 2002, a equipe só terá uma nova oportunidade em 2030 e chegará à próxima edição com pelo menos 28 anos de jejum. O intervalo superará os 24 anos entre os títulos de 1970 e 1994, até então a maior espera brasileira entre duas conquistas mundiais.

Foi justamente em 1994, também em solo americano, que o Brasil encerrou aquele jejum de 24 anos. Depois do Tricampeonato de 1970, a seleção atravessou cinco Copas sem título até voltar ao topo ao derrotar a Itália nos pênaltis, após empate sem gols na final em Pasadena. O tetra, conquistado pela equipe de Carlos Alberto Parreira, encerrou a mais longa espera do País por uma taça desde o primeiro título mundial.

A espera seguinte foi bem menor. Oito anos depois, em 2002, o Brasil conquistou o pentacampeonato na Copa disputada por Coreia do Sul e Japão, com vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha na final e dois gols de Ronaldo. Foi a quinta taça da seleção, e, até hoje, a última.

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Desde então, o Brasil disputou seis edições sem voltar à decisão. A sequência de eliminações passou por França em 2006, Holanda em 2010, Alemanha em 2014, Bélgica em 2018, Croácia em 2022 e agora Noruega em 2026. A derrota por 2 a 1 deste domingo aprofundou a série de frustrações e encerrou a campanha brasileira ainda nas oitavas de final.

Foi a pior campanha da seleção brasileira em um Mundial em 36 anos. Como em 1990, quando caiu diante da Argentina, a equipe encerrou sua participação nas oitavas de final. Desde então, havia alcançado ao menos as quartas em todas as edições da Copa.

Sob o comando de Carlo Ancelotti, o Brasil foi eliminado pela Noruega após dois gols de Erling Haaland na reta final da partida. Neymar ainda descontou nos acréscimos, mas não evitou a queda brasileira e a confirmação de uma espera que, mesmo no melhor cenário possível, chegará a 28 anos em 2030, que terá Marrocos, Portugal e Espanha como sedes principais.




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