Opinião
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UA contra o PCC
‘Punido pelos EUA por elo com PCC usou 73 empresas para lavar R$ 10 bi’ (www.dgabc.com.br). As sanções impostas pelos Estados Unidos a brasileiros e empresas apontados como integrantes de uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC mostram que o crime organizado brasileiro ultrapassou fronteiras e passou a exigir cooperação internacional. Segundo as investigações e reportagens divulgadas, entre os alvos está uma empresa citada em apurações relacionadas ao esquema que vitimou aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), tendo como figura central o chamado “Careca do INSS”. Se até autoridades americanas identificaram conexões financeiras ligadas ao crime organizado, é indispensável que o Brasil avance com igual determinação para esclarecer todos os fatos e responsabilizar todos os envolvidos. O maior roubo contra aposentados da história recente do país não pode cair no esquecimento. Causa estranheza que, diante da gravidade das denúncias, o relatório final da CPMI tenha sido rejeitado e a comissão encerrada sem um relatório aprovado. Quando o combate ao crime organizado encontra obstáculos políticos, quem perde é toda a sociedade.
Luciana Lins - Campinas (SP)
Empregos no País
‘Grande ABC perde 1.607 empregos formais em maio, pior número para o mês desde 2020’ (www.dgabc.com.br). O governo comemora a queda da taxa de desemprego como prova de que a economia vai bem. Entretanto, o Caged mostra outra realidade: maio registrou o pior desempenho para o mês desde 2020, com desaceleração na geração de empregos formais, enquanto regiões como o Grande ABC já acumulam perdas de vagas. Empresários relatam dificuldade para contratar, enquanto o governo afirma que há oferta de empregos. Se ambos têm razão, algo não funciona entre quem procura e quem oferece trabalho. Agora avança o debate sobre o fim da escala 6x1. A proposta pode ter mérito social, mas seus custos não desaparecem: são repassados aos preços, reduzem investimentos ou afetam contratações. Comemorar indicadores isolados não resolve as contradições do mercado de trabalho. O Brasil precisa de políticas que gerem empregos sustentáveis e aumentem a produtividade. Porque, no fim, alguém sempre paga a conta: eu, você, nós.
Izabel Avallone - Capital
Escândalos nacionais
‘Fux vai assumir Segunda Turma do STF em meio a tensão do caso Master’ (www.dgabc.com.br). No Brasil da impunidade, corrupção e insegurança jurídica, o comportamento da nossa elite dominante envolvida na CPMI do INSS e no escândalo do Banco Master é empurrar com a barriga até o esquecimento ou surgir outro caso que sobreponha às falcatruas atuais. Num país sério, os arrolados em escândalos, envergonhados, pediriam demissão e ficariam no ostracismo ou até suicídio haveria, mas aqui, repito, no País da impunidade, corrupção e insegurança jurídica, todos, a exemplo da Operação Lava Jato, ficarão riquíssimos e imunes aos dinâmicos dolos.
Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (ES)
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