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Inglaterra volta ao Azteca 40 anos após La Mano de Dios tentando frear embalo do México na Copa

03/07/2026 | 21:30
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A bola mal afastada por Hodge toma efeito e sobe dentro da área para Maradona disputá-la pelo alto com Peter Shilton. Bem mais baixo (diferença de 20 centímetros), o astro desvia com a mão esquerda para superar o goleiro inglês e abrir o marcador nas quartas de final da Copa do Mundo do México na malandragem. A Argentina ganhou aquele jogo por 2 a 1, definido como "La Mano de Dios".

A derrota em 22 de junho de 1986 jamais foi digerida pelos ingleses, que neste domingo voltam ao Estádio Azteca, na cidade do México, para desafiar o embalado México por vaga nas quartas de final da Copa do Mundo tentando apagar essa mancha em sua história. Por causa de questões climáticas, com ameaça de tempestade com raios e trovões, o horário definido para o jogo (21h de Brasília) correu risco de modificação. Mas as seleções não gostaram da sugestão da Fifa, bateram o pé e não aceitaram a antecipação para o meio-dia local (15h de Brasília).

"Marquei um pouco com a cabeça e um pouco com a Mão de Deus", justificou Maradona à época. Quatro minutos após o gol polêmico, o eterno camisa 10 argentino anotou um pintura, enfileirando marcadores antes da conclusão. Lineker ainda descontou, mas restou somente bronca aos europeus em grande batalha diante de mais de 114 mil pessoas.

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Peter Shilton jamais aceitou aquela derrota. Ele a definiu como "trapaça", mesmo destacando que Maradona foi o maior jogador a quem enfrentou. O goleiro acabou carregando certa culpa por ter perdido pelo alto de alguém muito mais baixo.

"Isso me incomodou ao longo dos anos", disse, ao Daily Mail, há alguns anos. Aos 76 anos, certamente verá aquele filme de 40 anos voltar à memória neste domingo. Um final feliz, porém, pode servir de alívio. O técnico Thomas Tuchel aposta na união do remodelado grupo inglês para apagar a amarga memória de 40 anos.

"A energia e o espírito da equipe estão no mais alto nível. Todos entendem perfeitamente em que fase do torneio estamos e o que é preciso", afirmou o comandante, Qu se preocupa mais com a altitude da Cidade do México, de 2.240 metros acima do nível do mar. "Teremos de enfrentar e estamos dispostos a tudo."

Evitando arrumar desculpas após somente três dias de adaptação, o comandante confia em seu elenco, ressaltando não existir guerras de ego na seleção. "Se você observar o nível de apoio dois jogadores que entram em campo, mas também dos que não são escalados (desde o início) ou que nem sequer jogam alguns minutos, todos estão se esforçando", advertiu. "Você vê nos olhos deles, estão positivos.

Todos se sentem muito confortáveis quando jogam ou quando são selecionados para terminar as partidas por causa da atmosfera que a equipe proporciona." A volta inglesa ao palco de uma das suas maiores frustrações no mundo da bola é em grande momento, embalada por um remodelado grupo comandado pelos gols do artilheiro Harry Kane, autor de cinco bolas nas redes na competição. Herói da classificação ao definir a virada por 2 a 1 diante de RD do Congo, com os dois gols, e grande esperança de mais um passo inglês, Kane vê a seleção em crescimento na Copa.

"Ainda há coisas para melhorar, mas o importante nessas rodadas é passar de fase. Estamos na fase do torneio em que você precisa batalhar para vencer." Será o 24º jogo de Copa do Mundo no lendário estádio que registrou as finais de 1970 - título brasileiro - e de 1986 - taça para a Argentina.

E foram justamente nessas edições caseiras que o México fez suas melhores campanhas, alcançando as quartas de final. Ganhar neste domingo significa repetir o feito. O confronto terá um toque emocional para os mexicanos, sejam jogadores ou torcedores.

Será a despedida caseira da competição para a seleção, pois os próximos compromissos para quem avançar serão em gramados norte-americanos - as quartas estão agendadas para Miami. Com campanha impecável e 100% de aproveitamento, os mexicanos estão eufóricos pelo bom entrosamento do trio ofensivo formado pelo veloz e habilidoso Quiñones ao lado do goleador Jiménez e o perigoso Alvarado. A força ofensiva e o apoio maciço das arquibancadas motivam os mexicanos a derrubarem a gigante Inglaterra.

A troca de horário que, em tese, serviria para o México, foi reprovada pelo técnico Javier Aguirre. O desabafo do treinador acabou servindo para que o horário inicial fosse mantido. FICHA TÉCNICA MÉXICO X INGLATERRA MÉXICO - Rangel; Sánchez, Montes, Vásquez e Gallardo; Romo, Lira e Brian Gutierrez; Alvarado, Jiménez e Quiñones.

Técnico: Javier Aguirre. INGLATERRA - Pickford; Reece James, Ghéhi, John Stones e O'Reilly; Declan Rice, Elliot Anderson e Jude Bellingham; Rashford, Saka e Kane. Técnico: Thomas Tuchel. HORÁRIO - 21 horas (de Brasília). ÁRBITRO - Alireza Faghani (AUS). LOCAL - Estádio Azteca, na Cidade do México. ONDE ASSISTIR - CazéTV.




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