
A seleção brasileira terá que quebrar um tabu para avançar às quartas de final da Copa do Mundo: vencer pela primeira vez a Noruega. O jogo pelas oitavas será neste domingo, às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, mesmo palco da estreia, quando o Brasil empatou por 1 a 1 com Marrocos. A Noruega é a única seleção que o Brasil nunca venceu entre aquelas que enfrentou ao menos uma vez.
Foram quatro jogos, com dois empates e duas derrotas. Uma delas foi na Copa do Mundo de 1998, na França: vitória dos noruegueses por 2 a 1 na última rodada da fase de grupos. O Brasil avançou em primeiro lugar e chegou à final, na qual perdeu por 3 a 0 para a França.
Os outros três confrontos foram amistosos, dois na década de 1980 e o último em 2006, na primeira partida da seleção após a Copa do Mundo da Alemanha, já com Dunga como treinador. O empate por 1 a 1, em Oslo, teve gol de Daniel Carvalho. "É mais uma motivação que teremos para a partida, mais uma marca que esse grupo pode alcançar.
Importante vencer para seguirmos nosso objetivo, que é ganhar a Copa do Mundo", disse o lateral Douglas Santos. A Noruega é uma das três seleções que o Brasil enfrentou e jamais venceu em Copas do Mundo. As outras são Hungria e Portugal.
Contra os noruegueses, a seleção também tentará encerrar outro jejum: a última vitória sobre uma equipe europeia em um mata-mata de Mundial foi em 2002, na final contra a Alemanha, por 2 a 0, no Japão. Desde então, foram seis confrontos em cinco Copas: cinco derrotas, incluindo a disputa do terceiro lugar contra a Holanda, na Copa de 2014, e o 7 a 1 para a Alemanha na semifinal daquela edição, e um empate contra a Croácia, em 2022, seguido de eliminação na disputa por pênaltis. "Temos a responsabilidade de fazer uma boa partida, de jogar bem.
A Noruega é um grande adversário. Temos que construir a nossa história nesta Copa do Mundo, não falamos muito sobre Copas passadas. Temos que enfrentar todos os adversários possíveis para ganhar uma Copa", disse o atacante Matheus Cunha.
O SUBSTITUTO DE LUCAS PAQUETÁ A lesão muscular na coxa esquerda de Lucas Paquetá obrigará o técnico Carlo Ancelotti a mudar mais uma vez a escalação da seleção brasileira. Se contra o Japão conseguiu repetir a equipe pela primeira vez em 16 jogos, desta vez a provável entrada de Gabriel Martinelli mudará os nomes, mas manterá a formação. No confronto anterior, Martinelli entrou no segundo tempo na vaga de Matheus Cunha, que havia assumido a função de Paquetá após a lesão do meia.
Ancelotti gostou do que viu, e não apenas porque Martinelli marcou o gol da classificação na vitória por 2 a 1, mas também pela disciplina tática do jogador, que é uma espécie de coringa do setor ofensivo. Ele pode atuar como ponta, mas também como meio-campista. Serão, portanto, três no meio e três atacantes.
Outra opção treinada nos últimos dias foi Danilo Santos, do Botafogo, mas há uma preocupação de que ele não tenha a mesma obediência tática de Martinelli. O restante da equipe deve ser o mesmo que iniciou a partida contra o Japão. Assim, Endrick e Neymar continuam como opções no banco de reservas para o decorrer do jogo.
"Ele é o treinador mais vencedor do futebol e sabe exatamente o que faz. Sempre digo que ele não vai fazer o que é melhor para o Endrick, nem para qualquer outro jogador. Vai fazer o que é melhor para a equipe. Ele toma as decisões pensando no time.
Eu só preciso fazer o que ele pedir", disse Endrick. Raphinha está na fase final da recuperação de uma lesão muscular na coxa direita. Já voltou a treinar no campo, mas ainda não reúne condições de ser titular. Ele pode aparecer como opção no banco de reservas, embora ainda não esteja definido se terá condições de entrar em campo durante a partida.
A comissão técnica analisa a situação com cautela. A Noruega tem como principal referência o centroavante Erling Haaland, do Manchester City, artilheiro e principal ameaça ofensiva. Forte fisicamente, ele costuma decidir jogos mesmo quando participa pouco da construção das jogadas.
O time também explora bastante os cruzamentos e as bolas longas para potencializar as características do camisa 9. "A responsabilidade na marcação vai ser muito grande. Boa parte do nosso treino foi dedicada a organizar a defesa, porque a Noruega tem uma arma muito forte na bola parada.
Sabemos como isso é importante e estamos ajustados para terminar o jogo sem sofrer gols", disse Matheus Cunha. Além de Haaland, o meia Martin Odegaard é o cérebro da seleção norueguesa. Capitão da equipe, ele organiza a saída de bola, dita o ritmo do jogo e é responsável pelas principais assistências.
Odegaard joga no Arsenal, onde é companheiro de Gabriel Magalhães e de Gabriel Martinelli. FICHA TÉCNICA BRASIL X NORUEGA BRASIL - Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli; Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr.. Técnico: Carlo Ancelotti.
NORUEGA - Nyland; Aursnes, Ajer, Heggem e Wolfe; Berge, Berg e Odegaard; Sorloth, Nusa e Haaland. Técnico: Stale Solbakken. ÁRBITRO - Ismail Elfath (EUA). HORÁRIO - 17h (de Brasília). LOCAL - MetLife Stadium, em East Rutherford (EUA). ONDE ASSITIR - CazéTV, Globo, SporTV, GE TV, SBT e N Sports.
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