Economia Titulo Com feriado em NY

Petróleo fecha em alta de olho em EUA-Irã e em dia volátil

Ao longo do dia, investidores avaliaram o equilíbrio entre a recuperação da oferta e os riscos geopolíticos no Oriente Médio

03/07/2026 | 14:53
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, após oscilaram entre território positivo e negativo nesta sexta-feira (3), em uma sessão de liquidez reduzida devido ao feriado nos Estados Unidos. O mercado acompanhou sinais de maior oferta no curto prazo, enquanto as incertezas em torno das negociações entre Washington e Teerã e do Estreito de Ormuz limitaram movimentos mais intensos.

Negociado na Nymex (New York Mercantile Exchange), o petróleo WTI para agosto operava em alta de 0,13%, a US$ 68,78 o barril, por volta das 14h30 (de Brasília), em pregão eletrônico. O petróleo Brent para setembro, negociado na ICE (Intercontinental Exchange), encerrou em alta de 0,45% (US$ 0,32), a US$ 72,12 o barril.

Ao longo do dia, investidores avaliaram o equilíbrio entre a recuperação da oferta e os riscos geopolíticos no Oriente Médio. Na quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou acreditar que o Irã aceitou "tudo o que precisamos" no acordo negociado entre os dois países. Nesta sexta, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que Teerã retomará medidas de resposta caso EUA e Israel não cumpram os entendimentos firmados após a guerra e rejeitou qualquer interferência americana no Estreito de Ormuz.

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No lado da oferta, pesquisa da Bloomberg mostrou que a produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) aumentou em 2,34 milhões de barris por dia em junho, para 18,75 milhões de barris diários, refletindo a retomada das exportações pelo Estreito de Ormuz após o acordo de paz entre EUA e Irã.

Analistas do MUFG afirmaram que a estrutura de preços em contango - quando os contratos futuros são negociados acima do preço à vista, indicando oferta confortável no curto prazo - reflete a recuperação das exportações pelo Golfo. A instituição pondera, porém, que os riscos geopolíticos permanecem no radar. O BofA (Bank of America), por sua vez, avaliou que a reabertura de Ormuz reduz os riscos de uma escassez prolongada de petróleo e reiterou sua expectativa de que o Brent permaneça, no médio prazo, em uma faixa entre US$ 60 e US$ 80 por barril.

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