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Cabo Verde veta perguntas sobre acusação de estupro contra Ryan Mendes: 'Assunto proibido'

02/07/2026 | 18:13
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A seleção de Cabo Verde decidiu proibir perguntas sobre Ryan Mendes, capitão da equipe que é acusado de estupro por uma brasileira. Na entrevista coletiva prévia à partida contra a Argentina, no Hard Rock Stadium, nos arredores de Miami, nem o técnico Bubista nem o lateral-esquerdo Stopira puderam falar sobre o assunto. Antes de a entrevista começar no estádio, o diretor de comunicação de Cabo Verde avisou que as perguntas deveriam ser apenas sobre o jogo contra a Argentina.

No entanto, três jornalistas quiseram abordar a acusação de estupro contra Ryan Mendes, capitão da equipe. Os três foram interrompidos. O primeiro a tentar foi um repórter norte-americano, que fez a pergunta em inglês. "Houve diversas reportagens, eu também falei com um advogado que representa uma mulher que foi estuprada pelo capitão do seu time, Ryan Mendes.

Como isso impacta no foco do seu time?", ele perguntou. "Próxima pergunta, por favor. Só sobre o jogo, por favor", interrompeu Bruno Moura, assessor de imprensa da seleção cabo-verdiana. Minutos depois, outro jornalista dos EUA fez nova tentativa.

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Foi barrado de novo. Até que um repórter brasileiro, no final da coletiva, insistiu. Ele queria saber como o jogador estava psicologicamente. "Este assunto está proibido. Não vai fazer outra pergunta?", disse Moura. O jornalista não quis abordar outro assunto.

A coletiva seguiu e se encerrou poucos minutos depois sem que o treinador e o atleta fizessem comentários a respeito do capitão da equipe. Ele deve ser titular contra a Argentina no duelo que vale vaga às oitavas de final da Copa do Mundo.

Segundo o portal ge, uma brasileira, cuja identidade foi preservada, entregou à polícia neozelandesa imagens de hematomas causados pelo jogador de 36 anos, além de um relatório médico de uma clínica que a atendeu. O caso relatado ocorreu no dia 27 de março, em Auckland, durante a disputa do Fifa Series, torneio amistoso que reúne seleções de diferentes confederações. A brasileira trabalhava como intérprete da seleção cabo-verdiana, contratada pela Federação de Futebol da Nova Zelândia, país onde ela vive.

A Fifa disse estar em contato com autoridades da Nova Zelândia. "Como regra geral, pedimos o entendimento de que os órgãos judiciais independentes não comentam alegações que possam ou não ter recebido, nem se há investigações em curso sobre supostos casos", comunicou a entidade máxima do futebol, questionada pela reportagem sobre o andamento do caso.




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