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Endrick diz que aceita decisões de Ancelotti: 'Ele faz o melhor para o time'

02/07/2026 | 16:51
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Endrick admitiu que se surpreendeu quando foi chamado para entrar na seleção brasileira no lugar do lesionado Lucas Paquetá, no intervalo do jogo contra o Japão, na segunda-feira. À espera de uma oportunidade, e com parte da opinião pública e da torcida pedindo sua escalação, o atacante disse que confia nas decisões de Carlo Ancelotti, seu técnico por uma temporada no Real Madrid. "Na primeira temporada com o mister, joguei poucos minutos, mas praticamente entrava em todos os jogos.

Ele sempre dizia: 'Fica tranquilo, sua hora vai chegar'. E chegou. Na Copa do Rei, ele passou a me utilizar mais, pude começar partidas, ajudar a equipe e fazer gols", lembrou Endrick em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, 2, no hotel em que o Brasil está concentrado, em Nova Jersey.

"Sempre mantive a tranquilidade. Ele é o treinador mais vencedor do futebol e sabe exatamente o que faz. Sempre digo que ele não vai fazer o que é melhor para o Endrick, nem para qualquer outro jogador. Vai fazer o que é melhor para a equipe.

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Ele toma as decisões pensando no time. Eu só preciso fazer o que ele pedir", disse. Aos 19 anos, Endrick é, ao lado de Rayan, o mais jovem de um elenco experiente. O atacante contou que conversa muito com os jogadores mais velhos, inclusive Neymar, para entender melhor a Copa do Mundo e a experiência de defender a seleção brasileira em um momento como este.

"Converso muito com o Neymar para extrair o máximo possível e levar isso para a minha carreira. É importante falar com pessoas como Marquinhos, Casemiro e Alisson, que são os capitães. O Ney é um deles. Quero aproveitar a experiência deles.

É uma coisa maravilhosa. Fazia isso com o Gustavo Gómez, no Palmeiras. Sempre procurei pessoas inteligentes, que entendem de futebol", disse. Quando perguntado se estará tenso no sábado à noite, véspera das oitavas de final contra a Noruega, Endrick afirmou que vai dormir "como um bebê".

O confronto será às 17h (de Brasília) de domingo, 5, em East Rutherford. "Será um grande jogo, entre grandes jogadores. Os dois times vão buscar a vitória o tempo todo. Espero que possamos fazer uma grande partida, continuar evoluindo e fazer o que o mister pede.

Em mata-mata não existe margem para erro", afirmou. Com Lucas Paquetá praticamente fora da Copa, por causa de uma lesão muscular, surge a oportunidade de Endrick ganhar uma vaga no time, assim como seu parceiro Rayan ganhou quando Raphinha se machucou. Na prancheta de Ancelotti, o camisa 19 da seleção é um centroavante, ou um "falso 9", e não um ponta.

"No Lyon consegui ajudar como camisa 9, joguei aberto pela direita e também como falso 9. O mister conhece muito bem as minhas qualidades e características. Trabalhamos juntos durante um ano no Real Madrid e aqui não é diferente.

Ele sabe exatamente no que posso contribuir", disse Endrick. Para o jogo contra a Noruega, é provável que Endrick permaneça no banco e que Ancelotti opte por Danilo Santos ou até mesmo Gabriel Martinelli para ocupar a vaga de Paquetá.




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