Radar Negociado na New York Mercantile Exchange, o petróleo WTI para agosto fechou em alta de 0,16% (US$ 0,11), a US$ 68,69 o barril
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Os contratos futuros do petróleo fecharam em leve alta nesta quinta-feira, 2, mas sendo negociados em torno de seus níveis pré-conflito, com investidores monitorando os avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã e a incerteza sobre o futuro do Estreio de Ormuz.
Negociado na New York Mercantile Exchange, o petróleo WTI para agosto fechou em alta de 0,16% (US$ 0,11), a US$ 68,69 o barril. Já o Brent para setembro avançou 0,32% (US$ 0,23), a US$ 71,80 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Na noite de quarta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores catari, Majed Al Ansari, afirmou que mediadores do Catar e do Paquistão concluíram reuniões separadas com negociadores americanos e iranianos em Doha, citando "progresso positivo". Para o MUFG, os preços do petróleo provavelmente continuarão sob pressão de baixa à medida que o fornecimento se normaliza e os prêmios de risco geopolítico diminuem.
As dúvidas sobre a soberania do Estreito de Ormuz, contudo, prosseguem. O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã afirmou nesta quinta-feira, 2, que qualquer "intervenção" dos EUA no estreito geraria uma resposta "rápida e decisiva" das forças armadas. Além disso, algumas potências europeias agora parecem aceitar que navios que transitam por Ormuz terão que pagar taxas ao Irã e Omã, de acordo com a Bloomberg.
Sem progresso sobre o programa nuclear iraniano e um acordo sobre grupos relacionados, como o Hezbollah, os riscos de escalada permanecem altos, alerta a XS.com.
O Morgan Stanley, por sua vez, avalia que, para equilibrar o mercado em 2027, os fluxos do Estreito de Ormuz só precisam atingir 65% do nível pré-guerra. A previsão do banco é de US$ 75 o barril do Brent no quarto trimestre de 2026 e de queda para US$ 70 no fim do ano que vem.
Mesmo com o conflito ainda sem resolução definitiva, as projeções para o preço do petróleo no fim de 2026 e em 2027, feitas por diferentes casas, têm indicado uma tendência de baixa. Elas variam em intensidade, mas seguem a mesma direção. Enquanto isso, o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês) mantém expectativas de preços mais altos.
*Com informações da Dow Jones Newswires.
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