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Lendas do Brasil defendem pausa para hidratação: 'Se tivesse na nossa época, correríamos mais'

01/07/2026 | 17:00
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A pausa obrigatória para hidratação implantada pela Fifa na Copa do Mundo de 2026 tem provocado debates ao longo da competição. Enquanto técnicos como Lionel Scaloni, Marcelo Bielsa e Thomas Tuchel criticaram a interrupção das partidas, três campeões mundiais pela seleção brasileira saíram em defesa da medida. Roberto Carlos, Cafu e Bebeto afirmaram que a parada beneficia os jogadores, especialmente diante das altas temperaturas registradas em diversas cidades dos Estados Unidos.

A interrupção ocorre por cerca de três minutos em cada tempo e permite que os atletas se hidratem e recebam orientações das comissões técnicas. Para a Fifa, a medida foi adotada em todas as partidas para preservar a saúde dos jogadores e garantir igualdade de condições, evitando que apenas alguns jogos fossem paralisados em razão do calor. Bicampeão mundial, Cafu acredita que a pausa teria elevado seu rendimento caso existisse durante a carreira.

"Ajuda e muito. Esses três minutos para a hidratação são fundamentais. Se nós, na nossa época, tivéssemos essa tecnologia do VAR e esse tempo para a hidratação, em vez de correr 20 quilômetros por jogo eu correria 25. Teria mais gás, estaria mais descansado, o corpo estaria melhor.

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Todas as mudanças que existem no futebol são ótimas, desde que tragam benefícios para os atletas e para quem está assistindo ao jogo", afirmou. Roberto Carlos também enxerga benefícios técnicos na interrupção. Para o ex-lateral, a pausa cria uma oportunidade para ajustes que antes só eram possíveis no intervalo.

"Na minha época não tinha. Se tivesse, a gente arrumava durante o jogo muitas situações. De repente, mudaria a intensidade da partida ou permitiria ao treinador conversar com os jogadores e reposicionar o time. Essa parada de três minutos tem que ser vista como um exemplo.

É bom para o jogador respirar e voltar a acelerar o jogo. Para mim, está sendo perfeita", disse. Campeão da Copa do Mundo de 1994, justamente nos Estados Unidos, Bebeto lembrou das dificuldades impostas pelo clima durante aquele torneio e considera a mudança positiva para o futebol atual.

"Não tenho dúvida de que foi muito importante. O jogador descansa mais, principalmente nessa época aqui nos Estados Unidos, em que o calor é insuportável. Nós fomos campeões mundiais aqui e sabemos como é. Agora existe essa pausa para hidratar os jogadores e dar uma descansada.

Isso é muito importante para o atleta", afirmou. As declarações contrastam com a visão de alguns treinadores presentes no Mundial. Após uma das partidas da Argentina, Lionel Scaloni afirmou que a pausa altera a dinâmica do jogo e oferece tempo excessivo para intervenções táticas.

"Eu diria que agora temos quatro tempos. São três minutos e meio para falar com os jogadores. Tudo o que você tem em mente para o jogo pode mudar nesses 22 ou 23 minutos. Essa coisa de quatro tempos parece irreal", declarou o treinador argentino.

Marcelo Bielsa e Thomas Tuchel também manifestaram incômodo com a interrupção ao longo da competição. Nas arquibancadas, a medida igualmente divide opiniões. Em diversos jogos, a pausa para hidratação foi recebida com vaias de parte dos torcedores, que reclamam da quebra no ritmo das partidas.

Apesar das críticas, a Fifa mantém o entendimento de que a medida representa uma questão de segurança e equilíbrio esportivo. A entidade sustenta que, diante das condições climáticas enfrentadas durante o torneio, a interrupção é necessária para preservar a integridade física dos atletas sem favorecer ou prejudicar determinadas equipes.




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