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BC/Rocha: é cedo para falar de interrupção na tendência de alta das taxas de juros no crédito

01/07/2026 | 11:32
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O chefe do departamento de estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, disse nesta quarta-feira, 1, que ainda é cedo para dizer se a pausa na tendência de aumento dos juros em diversas modalidades de crédito vista em maio significa interrupção na tendência de alta vista nos últimos meses, acompanhando a política monetária restritiva.

"Vamos precisar de mais informações nos próximos meses para saber se essa foi uma interrupção temporária e se vai ser retomada a trajetória de crescimento, ou se chegamos a um patamar de juros que se estabilizou e vai cair", disse o técnico do BC, durante entrevista coletiva sobre as estatísticas monetárias e de crédito de maio, divulgadas nesta manhã.

A taxa de juros média de todas as operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) caiu 0,1 ponto porcentual, de 33,5% ao ano em abril para 33,4% em maio. Foi a primeira baixa desde a queda de 0,3 ponto vista entre novembro e dezembro de 2025. O juro médio das operações de crédito livre para pessoa física recuou 0,2 ponto porcentual em maio.

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Rocha acrescentou que a taxa de inadimplência de abril, de 4,7%, é a maior da série histórica do BC, embora o aumento seja ao menos parcialmente puxado pelas novas normas introduzidas pela resolução 4.966 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que mudou as regras para contabilizar essa ocorrência.




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