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Plano Safra 2026/27 terá R$ 610,3 bilhões em recursos para agricultura empresarial e familiar

01/07/2026 | 10:38
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Plano Safra 2026/27 vai oferecer um total de R$ 610,3 bilhões em financiamentos para pequenos, médios e grandes produtores, 2,7% a mais do que a oferta de crédito na temporada anterior 2025/26, de R$ 594,4 bilhões.

Do montante total, R$ 525,1 bilhões serão ofertados para a agricultura empresarial, incluindo recursos de Cédulas de Produto Rural (CPRs) direcionadas, enquanto outros R$ 85,2 bilhões serão direcionados para a agricultura familiar, na temporada 2026/27, que começa hoje (1º) e vai até 30 de junho de 2027.

Apesar de recorde, o aumento ficou abaixo da inflação acumulada no período e aquém do pedido pelo setor produtivo de R$ 623 bilhões a R$ 674 bilhões.

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Os juros aplicados nos financiamentos variam de 0,5% ao ano a 7,5% ao ano nas linhas da agricultura familiar. Na agricultura empresarial, os juros variam de 8% ao ano a 12,5% ao ano, entre as linhas de custeio e investimento. O governo cortou entre 0,5 ponto porcentual e 1,5 ponto porcentual em várias linhas de crédito.

O Plano Safra 2026/27 da agricultura familiar e empresarial terá o custo de R$ 18,1 bilhões ao Tesouro Nacional. O desembolso refere-se à subvenção concedida pelo Tesouro para equalização das taxas de juros dos financiamentos rurais do ano-safra que começa nesta quarta-feira, 1. O montante é 34% superior ao aportado pelo Tesouro na safra passada em meio ao corte de juros realizados nas principais linhas de crédito de 0,5 ponto porcentual a 1,5 ponto porcentual.

Do montante total, R$ 12,54 bilhões serão direcionados à subvenção das linhas de crédito da agricultura familiar e R$ 5,56 bilhões serão destinados à equalização das taxas de juros da agricultura empresarial. A ampliação do aporte do governo foi necessária para fazer frente ao corte de juros.

O Plano Safra atual foi considerado um dos mais difíceis de construção pelo Executivo dada a desaceleração da queda da Selic, o comprometimento de fontes de recursos com renegociações e o aperto orçamentário, com recente contingenciamento feito pelo governo.




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