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ANP: Dados consolidados de petróleo e gás em 2025 mostram 477 blocos em fase de exploração

30/06/2026 | 19:52
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


No final do ano passado, o Brasil tinha 477 blocos de petróleo e gás em fase de exploração e 58 campos na etapa de produção, informa o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2026, publicado nesta terça-feira, 30, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à consolidação da evolução do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis em 2025.

O refino nacional no ano passado somou 2,423 milhões de barris por dia (bpd), liderado pela Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, com 433,9 mil bpd, seguida pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, com 377,7 mil bpd.

O Anuário informa também que os recursos do setor, decorrentes das obrigações contratuais destinadas a investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), somaram R$ 4,3 bilhões em 2025, alta de 2,7%. Já as participações governamentais geradas atingiram R$ 100,4 bilhões, crescimento de 1,4% em relação a 2024.

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A produção nacional de petróleo cresceu 12% em 2025 e alcançou 3,8 milhões de barris por dia, puxada pelo pré-sal, que registrou média de 3 milhões de barris por dia - cerca de 80% do total brasileiro. A Petrobras foi responsável por 63% dessa produção. As exportações líquidas de petróleo chegaram a 1,7 milhão de barris por dia.

As reservas totais de petróleo recuaram 1% ante 2024, para 28,9 bilhões de barris, enquanto as reservas provadas somaram 17,5 bilhões de barris, alta de 3,8% na mesma comparação.

Gás

No gás natural, a ANP registrou o 16º ano consecutivo de alta. A produção avançou 16,7% e atingiu 179,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) em 2025. O pré-sal respondeu por 78,2% do total. As reservas totais de gás cresceram 1,5%, para 751,6 bilhões de m³, e as reservas provadas subiram 5%, chegando a 573,3 bilhões de m³.

Em biocombustíveis, a produção de biodiesel ficou 8,7% acima de 2024, enquanto a de etanol caiu 2,8%, para 35,9 bilhões de litros. O etanol anidro subiu 3,1%, impulsionado pelo aumento da mistura na gasolina C, de 27% para 30% a partir de agosto de 2025.

Já o etanol hidratado perdeu competitividade frente à gasolina C e teve queda de 5,9% nas vendas no ano. No refino, a produção nacional de derivados diminuiu 1,4%, para 2,2 milhões de barris por dia, equivalente a 86,4% da capacidade instalada; ainda assim, as vendas de derivados pelas distribuidoras avançaram 3,1%, com destaque para o querosene de aviação, que cresceu 6,1%.

O documento também registra que, em 2025, a ANP realizou dois ciclos da Oferta Permanente. O 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão arrecadou R$ 989,3 milhões em bônus de assinatura, enquanto o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção somou R$ 103,7 milhões.




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