
"Nós estamos classificados e a Copa do Mundo começa agora no jogo com o Chile", foi isso que Zagallo, técnico do Brasil em 1998, disse na última vez que a seleção enfrentou a Noruega em uma edição do maior torneio do futebol. Aquele jogo, que será reeditado nas oitavas de final de 2026, foi histórico para os europeus e, ainda que os brasileiros possam não ter dado a devida importância, muito criticado pela imprensa na época. O placar final foi 2 a 1 para os nórdicos, com duas falhas de Júnior Baiano, titular absoluto do time vice-campeão.
O resultado os garantiu no mata-mata, enquanto a equipe amarelinha já havia confirmado a vaga na segunda rodada. Por isso, entregou uma atuação bem abaixo do que o esperado para um elenco de craques. O Brasil abriu o placar aos 33 minutos do segundo tempo com Bebeto, após jogada de Denílson, que foi escalado pela primeira vez como titular por Zagallo naquela Copa.
Mesmo com a assistência, porém, o atacante caiu de rendimento junto ao time que pouco criava e via um meio-campo congestionado. Aos 38, Júnior Baiano, que já vinha sendo cobrado pelo técnico para não subir demais, levou drible 'seco' do atacante Tore Andre Flo e o viu empatar. E cinco minutos depois, quando o relógio marcava 43 e se encaminhava aos acréscimos, o zagueiro cometeu pênalti, convertido por Kjetil Rekdal.
O desempenho do Brasil foi criticado pela imprensa. "Mesmo quem não precisa jogar, precisa ganhar. Não podemos deixar de usar as virtudes de nosso elenco", disse uma reportagem da Globo, na época. A Fifa considera o confronto como uma das zebras históricas da Copa e escreve em seu site oficial que "Andre Flo congelou" a seleção.
O cenário, porém, não era de crise, pois o Brasil já havia garantido a classificação ao mata-mata na segunda rodada. Curiosamente, depois de vencer dois times que também enfrentou em 2026: Escócia (2 a 1) e Marrocos (3 a 0). Para a Noruega foi bem diferente.
Se tivesse perdido, seria eliminada em terceiro lugar por conta do triunfo dos marroquinos sobre os escoceses na última rodada. Naquele tempo, apenas os dois primeiros do grupo avançavam ao mata-mata. Zagallo foi incisivo no 'controle de danos'.
Além de ter ressaltado a situação confortável da seleção, o velho lobo acreditava que a Copa só começava a partir dos jogos eliminatórios. Se pensar assim, o Brasil estreou muito bem na virada heroica sobre o Japão e faz contra a Noruega, a qual nunca venceu, uma 'segunda rodada' decisiva.
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