
Bruno Fernandes joga no Manchester United, na Premier League, a maior competição do planeta. Mesmo com os grandes jogadores defendendo equipes europeias, o meia de Portugal alerta para o crescimento de seleções de outros continentes, admitindo que o Velho Continente já não é quem 'manda' no futebol. O sofrimento diante da Colômbia e as quedas de Alemanha e Holanda na Copa do Mundo servem de alerta.
Passar em segundo na chave também foi uma lição a ser digerida já diante da Croácia, no mata-mata, nesta quinta-feira. "Claro que queríamos ter terminado em 1º lugar, mas não conseguimos. Não é o fim do mundo, estamos bem, sentimos que a partida com a Colômbia foi um grande teste para sentir o quão é difícil jogar contra estas equipes", destacou.
E alertou sobre quando foi questionado sobre os europeus favoritos. "Seleções europeias (favoritas)? Num Mundial já não é surpresa (as forças de outros continentes), houve uma grande mudança nos últimos 10 anos, o futebol ficou bastante mais tático e muito analisado.
O que vimos ontem (dificuldades do Brasil e eliminação da Alemanha e Países Baixos) não me surpreendeu". Não por acaso, Bruno Fernandes celebra um mata-mata contra uma rival europeia. "Talvez (seja menos complicado), é uma seleção europeia, com um estilo mais parecido com o nosso.
Tenho amigos lá, conheço bem o espírito croata. Há um grande amor pelo país e, claro que é um perfil diferente do que aqueles com que jogamos até agora", destacou, antes de exaltar o ídolo Modric, adversário do mata-mata. "É um ídolo para mim, pela forma como se comportou ao logo da carreira, uma grande inspiração.
Estou feliz por vê-lo jogar neste nível. Joguei contra ele várias vezes, uma vez (em Manchester City x Real Madrir) lhe pedi a camiseta e consegui. É uma das mais especiais que tenho", disse. "Quero ganhar, mas Modric é uma grande inspiração".
Por fim, explicou como Portugal deve se comportar. "Sem dúvida, controlando os jogos com a posse de bola, o que nos faltou no último jogo. É um fator importante para a seleção jogar bem", afirmou. "Temos jogadores com um talento brutal e é fundamental encontrarmos esse equilíbrio, mas também não podemos perder o controle emocional. Tentaremos ser uma equipe que cria perigo, mas sem perder o controle do jogo".
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