
A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro entrou no segundo dia nesta terça-feira, 30, e deve continuar, ao menos, até o fim da manhã. A categoria decidiu manter a paralisação enquanto aguarda o resultado de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), seguida de uma assembleia que definirá os próximos passos do movimento.
O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de ônibus da capital, informou que todas as garagens permanecem abertas e aptas para a saída dos coletivos. Segundo a entidade, mais de 1 mil ônibus já circulavam no início da manhã desta terça-feira, número superior ao registrado no mesmo horário do primeiro dia de paralisação. A entidade também afirmou que não houve novos registros de vandalismo durante a madrugada.
O impasse envolve as negociações da campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus. Entre as principais reivindicações da categoria estão o piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para os condutores de veículos articulados.
Os rodoviários também pedem vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada 5x2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e a substituição dos contratos temporários da Mobi-Rio por vínculos sob o regime CLT.
De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pelas empresas está distante das reivindicações da categoria. Pelos valores oferecidos, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto os condutores de ônibus articulados teriam remuneração reajustada de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689.
Antes do início da paralisação, o TRT-1 concedeu liminar determinando que pelo menos 50% da frota de ônibus permaneça em circulação durante todo o período da greve, por linha e itinerário, para reduzir os impactos à população. A paralisação afeta ônibus municipais e do sistema BRT na capital.
Na segunda-feira, 29, primeiro dia da paralisação, o Rio Ônibus orientou motoristas e demais profissionais a comparecerem às garagens para manter a operação mínima reforçando a necessidade de cumprimento da decisão judicial, pedido que foi reforçado nesta manhã.
O sindicato que representa as empresas de ônibus também informou que, ao longo da manhã de segunda-feira, mais de 800 coletivos deixaram as garagens para operar normalmente. Segundo a entidade, porém, 40 veículos foram alvo de atos de vandalismo durante piquetes organizados por manifestantes.
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