Escolha Custos, desvalorização, seguro e manutenção são quesitos que precisam ser analisados antes de decidir entre um modelo novo ou um de segunda mão
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Comprar um carro continua como uma das principais metas de alguns brasileiros, mas a decisão entre um modelo novo ou usado exige atenção que vai além do custo com a compra. Em um cenário de juros ainda elevados em 2026, o consumidor deve analisar quasito como despesas com seguro, manutenção, financiamento e desvalorização do veículo.
De acordo com Jefferson Rocha, CEO do SóCarrão, a escolha depende do perfil do comprador, do orçamento disponível e da finalidade de uso. Para ele, o consumidor está mais racional e busca o melhor custo-benefício, considerando o impacto da aquisição no orçamento de longo prazo. "Hoje, a escolha passa por uma análise completa do custo-benefício, e não apenas pelo desejo de ter um veículo zero quilômetro", pontua.
Zero ou usado?
Os veículos zero-quilômetro se destacam pela garantia de fábrica, tecnologias mais recentes, maior eficiência energética e menor necessidade de manutenção nos primeiros anos. Em contrapartida, apresentam custo inicial mais elevado e forte desvalorização logo após a compra - pode perder entre 10% e 20% do valor no primeiro ano. Outro ponto importante é o seguro, que tende a ser mais elevado para carros novos, especialmente modelos recém-lançados ou com alto valor de mercado.
Já os seminovos e usados atraem consumidores pelo preço mais acessível e pela menor perda de valor ao longo do tempo. Um veículo com dois ou três anos de uso, por exemplo, já passou pela maior queda de valor inicial, tornando-se uma alternativa financeiramente mais estratégica para muitos consumidores. Em síntese, dependendo do modelo, também pode haver custos menores de seguro e IPVA. No entanto, especialistas alertam que é fundamental verificar o histórico de manutenção, a quilometragem, a procedência e a documentação antes de fechar negócio.
Antes da compra, a recomendação é avaliar fatores como capacidade de pagamento, despesas mensais e tempo de permanência com o veículo. Quem pretende ficar muitos anos com o carro pode encontrar mais vantagens em um modelo novo, enquanto os seminovos costumam oferecer melhor relação custo benefício.
Seja como for, especialistas alertam para a importância de avaliar cada caso individual e imparcialmente. E quem ainda ficar em dúvida pode contar com plataformas especializadas no assunto ou com lojistas de confiança. Isso, a princípio, além de ajudar na decisão, faz toda a diferença para evitar prejuízos futuros.
Rocha afirma que o acesso a plataformas digitais também tornou a compra mais segura, permitindo comparar preços, simular financiamentos e pesquisar o histórico dos veículos antes de fechar negócio. Segundo ele, "não existe resposta única. O melhor carro é aquele que cabe no orçamento e atende às necessidades reais do consumidor sem comprometer a saúde financeira".
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