Crime Ao todo, foram 268 casos entre janeiro e abril de 2026, um aumento de 4% em relação ao período passado
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

Em média, duas ocorrências de roubo de alianças foram registradas por dia no Grande ABC. Entre janeiro e abril de 2026, a região teve 268 casos, segundo dados compilados no painel da SSP (Secretaria da Segurança Pública). Os crimes envolvendo o roubo de joias têm chamado a atenção dos moradores das sete cidades. Em março deste ano, por exemplo, câmeras de monitoramento flagraram uma dupla de criminosos praticando ao menos quatro roubos do tipo em Santo André, nas ruas Magalhães Barata e Osvaldo Orico.
A cidade andreense foi a que teve o maior número de casos, com 110, seguida de Diadema, com 84, e São Bernardo, com 58. Mauá e São Caetano têm sete cada e Ribeirão Pires fechou a lista do quadrimestre com duas ocorrências.
Segundo o especialista em segurança pública e professor da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), David Siena, o roubo de aliança acontece pelo valor econômico da peça, geralmente de ouro. “É um objeto pequeno e fácil de ocultar e difícil de rastrear. Depois do crime, esses bens podem ser repassados para receptadores, vendidos informalmente ou descaracterizados (derretidos)”, disse.
Ainda de acordo com ele, os números do Grande ABC representam um alerta para a segurança pública. “É um volume que não deve ser lido como fato isolado ou episódico, mas como indício de dinâmica criminal recorrente e economicamente atrativa."
Conforme os dados da SSP, entre janeiro e abril de 2025, foram 257 registros. Dessa forma, o primeiro quadrimestre de 2026 registrou aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2025.
Atualmente, o grama do ouro de 24 quilates está a R$ 670, enquanto o de 19 quilates custa por volta de R$ 500, conforme disse Siena. Diante disso, uma pequena aliança no dedo se torna um bem patrimonial de fácil subtração.
Por meio de nota, a SSP ressaltou que forças de segurança atuam de forma permanente no Grande ABC por meio de ações de policiamento ostensivo, patrulhamento preventivo e operações baseadas em análise de inteligência policial. “Como resultado desse trabalho, os índices criminais apresentaram redução no primeiro quadrimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Os roubos registraram queda de 20,97%, enquanto os furtos diminuíram 8,10%. No mesmo período, foram apreendidas 163 armas de fogo e realizadas as prisões e apreensões de 2.721 infratores”, comunicou.
Ainda de acordo com a Pasta, além do patrulhamento da Polícia Militar, o trabalho da Polícia Civil analisa imagens de monitoramento e emprega recursos de inteligência para identificar autores e desarticular grupos criminosos.
A Prefeitura de Diadema ressaltou a importância de as vítimas de roubos realizarem o Boletim de Ocorrência. “Para enfrentar esse tipo de crime, é fundamental a atuação integrada, o compartilhamento de informações de inteligência, o monitoramento por câmeras e a denúncia”, disse.
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Durante um evento de entrega de viaturas na Capital, em 17 de junho, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu desculpas pelos crimes aos moradores do Estado que tiveram celulares roubados.
“Os indicadores têm caído bastante, mas enquanto tivermos o cidadão sendo roubado e tendo o celular subtraído, não vamos descansar. A gente pede desculpas para o cidadão que passa por isso, que tem o celular roubado, o trauma e a dor de um assalto, muitas vezes à mão armada. O Estado tem de garantir a segurança e, quando não garante, está falhando”, afirmou o governador.
Ainda durante o evento, o governo realizou um mutirão de devolução de celulares e alianças recuperados durante operação para combater um esquema de receptação de itens roubados e furtados. Na ação, a polícia apreendeu 182 celulares e outros objetos de valor, incluindo 42 alianças.
Somente no primeiro trimestre deste ano, o Grande ABC registrou 3.224 ocorrências de roubo e furto de celulares, média de 36 casos por dia, segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública).
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