De São Caetano Político elogiou decisão do prefeito Tite Campanella de expor maquiagem fiscal do antecessor
FOTO: Nilton Valentim

Ex-prefeiturável em 2024 e atual gestor de Governo Digital de Diadema, Fabio Palacio (Podemos) afirmou ao Diário que não recebeu com surpresa a informação de que São Caetano foi a cidade do Grande ABC que mais perdeu posições no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal do Tesouro Nacional entre 2024 e 2025 – dados são referentes ao ano anterior –, período em que era governada por José Auricchio Júnior (PSD). O município caiu 985 posições, da 473ª para a 1.458ª.<EM>
De acordo com o podemista, a queda confirma o que ele afirmou durante a campanha à Prefeitura de São Caetano: que havia grande irresponsabilidade na gestão fiscal do município sob o comando do pessedista, o que acabaria prejudicando o trabalho do sucessor. Segundo Palacio, essa prática é recorrente nos governos de Auricchio.
“Compilamos indicadores que já demonstravam uma situação preocupante das finanças de São Caetano. Sabíamos que a aparente saúde fiscal era artificial. Esse índice divulgado agora demonstra o que já vínhamos apontando durante a campanha (eleitoral).”
Para o ex-prefeiturável, as decisões adotadas nos últimos anos comprometeram indicadores relevantes da gestão fiscal e contábil do município. Em sua avaliação, o maior motivo de preocupação são os possíveis impactos sobre a capacidade financeira de São Caetano.
“Por exemplo, havia uma redução das despesas da administração direta, enquanto parte desses custos era transferida para a Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental). Isso tornava a autarquia deficitária e criava justificativa para medidas posteriores, quando, na realidade, ela era financeiramente saudável.”
Segundo Palacio, esse tipo de manobra contábil foi utilizado de forma recorrente em São Caetano para maquiar as contas públicas. “Não é algo que teria ocorrido apenas em 2024. Segundo nossa avaliação, essa prática já era observada ao fim dos dois primeiros mandatos de Auricchio, quando ele transmitiu o governo para Paulo Pinheiro (em 2013). É uma forma de conduzir a máquina pública que se repete há bastante tempo.”
Fabio Palacio ainda elogiou o prefeito Tite Campanella (Republicanos) pela adoção dos ajustes necessários para restabelecer o equilíbrio fiscal e pela decisão de expor as supostas manobras contábeis do antecessor. “Acho que a cidade já entendeu esse tipo de estratégia, de arrebentar as contas públicas no final de gestão para tentar engessar a realização do prefeito seguinte, a fim de que ele possa voltar como salvador da Pátria”, concluiu.
Procurado pela reportagem, Auricchio não retornou até o fechamento da reportagem.
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