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Argélia tem chance de vingança contra a Áustria na Copa 44 anos após 'Desgraça de Gijón'

26/06/2026 | 18:31
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Quando a bola rolar no Arrowhead Stadium, em Kansas City, para Argélia e Áustria, 44 anos de história entrarão em campo. Na Copa de 1982, os austríacos eliminaram os argelinos indiretamente, no que ficou conhecido como "A Desgraça de Gijón". Essa é a razão para a Fifa ter estabelecido que as rodadas finais de cada grupo tenham jogos simultâneos.

Em 1982, Argélia e Chile já haviam jogado pela terceira rodada em 24 de junho, com vitória argelina por 3 a 2. A Áustria liderava a chave, com duas vitórias, e já estava classificada. A Alemanha Ocidental havia perdido para a Argélia e vencido o Chile.

Com a vitória argelina sobre os chilenos, os alemães precisavam bater os austríacos para ter a vaga. Eles empatariam em pontos com os africanos, mas teriam melhor saldo de gol. No Estádio El Molinón, em Gijón, na Espanha, a Alemanha amassou a Áustria no começo e, com 10 minutos, abriu o placar.

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Até o minuto final, porém, o que se viu foram chutões entre os goleiros e os jogadores abrindo mão de tentar qualquer coisa no jogo. Os 42 mil torcedores vaiaram as equipes. O Estadão de 26 de junho de 1982 relatou gritos de "fora" vindos da arquibancada.

A edição do jornal também reportou a indignação de integrantes da seleção brasileira com a situação. "Hoje me senti envergonhado por ser jogador de futebol e ver aquele espetáculo ridículo", disse Zico. Toninho Cerezo também se indignou: "Se fosse entre duas equipes da América do Sul, a Europa estaria nos crucificando agora".

A Federação Argelina, na época, denunciou o caso, classificando-o como um "complô". O técnico da Alemanha na época, Jupp Derwall, alegou ter escolhido preservar os jogadores, segurando o jogo. Já o então treinador da Áustria, Georg Schmidt, disse que não havia outra coisa a ser feita diante da pressão sobre a partida.

Em quatro participações em Copas, os argelinos só conseguiram avançar além da fase de grupos em 2014. Nas oitavas de final, no Brasil, o time deu dificuldade para a Alemanha, perdendo por 2 a 1 apenas na prorrogação. Agora, Argélia volta a ter a Áustria como desafio para se classificar, mas, desta vez, como adversária direta.

Quem vencer assume a segunda posição do Grupo J e deve encarar a Espanha na segunda fase, a não ser que o Grupo H tenha uma grande reviravolta. Tanto Argélia quanto Áustria chegam à rodada final com uma vitória (sobre a Jordânia) e uma derrota (para a Argentina). O saldo austríaco é melhor, o que garante à seleção europeia a segunda posição já com um empate.

A dificuldade em segurar se impõe diante de bons jogadores argelinos, como Riyad Mahrez e Ibrahim Maza, além do peso do confronto. FICHA TÉCNICA ARGÉLIA X ÁUSTRIA ARGÉLIA - Luca Zidane; Rafik Belghali, Ramy Bensebaini, Aissa Mandi e Rayan Ait-Nouri; Hicham Boudaoui, Ramiz Zerrouki e Ibrahim Maza; Riyad Mahrez, Amine Gouiri e Farès Chaibi. Técnico: Vladimir Petkovic.

ÁUSTRIA - Alexander Schlager; Stefan Posch, David Alaba, Kevin Danso e Konrad Laimer; Romano Schmid, Nicolas Seiwald, Xaver Schlager e Marcel Sabitzer; Paul Wanner e Sasa Kalajdzic. Técnico: Ralf Rangnick. ÁRBITRO - Ilgiz Tantashev (UZB).

HORÁRIO - 23h (de Brasília). LOCAL - Arrowhead Stadium, em Kansas City, nos Estados Unidos. ONDE ASSISTIR - Globo, SBT, SporTV, N Sports e CazéTV.




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