
O Conselho da União Europeia decidiu nesta quinta-feira, 25, prorrogar as sanções econômicas contra a Rússia por mais 12 meses, estendendo-as até 31 de julho de 2027. Em sentido oposto, os Estados Unidos, aliados dos europeus na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), anunciaram hoje um alívio parcial das restrições impostas ao governo de Vladimir Putin.
As sanções europeias, adotadas inicialmente em 2014, foram ampliadas de forma significativa desde fevereiro de 2022, em resposta à ofensiva militar russa contra a Ucrânia, que a União Europeia classifica como injustificada e ilegal.
Segundo comunicado do Conselho Europeu, as medidas em vigor atingem setores como comércio, finanças, energia e tecnologias de uso dual (civil e militar). Elas também incluem a proibição de importar ou transportar petróleo e determinados derivados da commodity originários da Rússia por via marítima para a União Europeia.
Já o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, em inglês), do Departamento do Tesouro dos EUA, anunciou hoje a prorrogação até 25 de julho de uma licença que autoriza negociações e acordos condicionais com a petrolífera russa Lukoil ou de qualquer empresa sob seu controle. A licença venceria em 27 de junho.
Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a medida busca assegurar que "os países mais vulneráveis" continuem conseguindo acessar o petróleo russo, em meio a um período de forte instabilidade no mercado global de hidrocarbonetos.
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