CopaMundo Titulo 'Incrivelmente talentoso'

Careca rasga elogios a Endrick na seleção e quer 'vingança' com França

Entre os atletas em atividade, ele está no Top-50 dos que mais fizeram gols com a camisa amarelinha

25/06/2026 | 14:37
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Antonio Careca é considerado um dos maiores camisas 9 que já atuaram no Brasil. Revelado pelo Guarani, se tornou ídolo pelo São Paulo entre 1983 e 1987, ao marcar 115 gols em 191 jogos pelo clube. Tamanho sucesso despertou o interesse do Napoli, clube que ele atuou por cinco temporadas e fez 95 gols em 221 partidas, formando uma dupla memorável ao lado de ninguém menos que Diego Armando Maradona.

Na seleção brasileira, o atacante também tem ótimos números. São 7 gols em Copa do Mundo, sendo 5 gols em 5 partidas em 1986, e 2 gols em 4 jogos em 1990. Nesta quarta-feira (24), em entrevista ao portal italiano Tutto Sport, Careca falou sobre a carreira e traçou um perfil dos atacantes que passaram ou servem o Brasil na atualidade.

Sobre Endrick, ele foi enfático: "Ele é incrivelmente talentoso e pode se tornar um campeão. Eu gosto muito dele e espero que ele tenha a oportunidade de jogar durante a competição; porque com o seu jogo, ele pode realmente ajudar o Brasil a chegar à final da Copa do Mundo". Outro nome citado por Careca foi o de Gabriel Jesus.

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Entre os atletas em atividade, ele está no Top-50 dos que mais fizeram gols com a camisa amarelinha: Neymar (79), Philippe Coutinho (21), Richarlison (20), Gabriel Jesus (19) e Roberto Firmino (17). "Para o futebol italiano, Gabriel Jesus seria uma grande contratação. Eu o vejo bem tanto na Juve quanto no Milan.

Alguém com as características dele poderia se sair muito bem na Itália", disse. Ele cita os dois principais times italiano pois surgiram especulações deles pelo atual atacante do Arsenal. Além dos números, a trajetória de Gabriel Jesus na Seleção também envolve a participação em momentos decisivos.

Na Copa América de 2019, por exemplo, que foi o último título da Seleção principal, Jesus foi peça fundamental. Além de marcar na vitória contra a Argentina, na semifinal, também foi dele o gol que devolveu a vantagem ao Brasil na decisão contra o Peru, vencida por 3 a 1. Quando perguntado se ele enxerga alguém com características semelhantes a ele, Careca lembra do futebol de Alexandre Pato, também com passagem de destaque pelo futebol italiano, no Milan.

"Pato era muito parecido comigo. Pena que ele teve tantas lesões em Milão, senão ele teria tido uma grande carreira. Tinha muita velocidade, explosão, era objetivo". Sobre a Copa do Mundo atual, Careca aponta a França como principal favorita ao título, mas sonha com uma eventual vingança, já que a seleção perdeu para os franceses em edições passadas.

"A França é a seleção mais forte e a favorita para ganhar a Copa do Mundo. Esperamos enfrentá-los na final. Espero que meu Brasil se vingue das derrotas que nos impuseram em 1986, quando eu estava lá, mas também em 1998 e 2006".

Careca, que foi um dos principais companheiros e amigos de Maradona mesmo após o fim da carreira, evitou fazer comparações entre ele, Pelé e Lionel Messi, que segue batendo recordes com a seleção argentina. "É difícil comparar campeões de épocas diferentes: são três verdadeiros craques. Em termos de características, o mais completo foi Pelé, mas Messi foi quem marcou mais gols e conquistou mais vitórias.

Diego, por outro lado, tinha apenas uma perna: usava a direita somente para andar, e mesmo assim realizou feitos extraordinários . Ele era dotado de uma criatividade única. Não podemos esquecer que, naquela época, os árbitros toleravam jogadas violentas e não havia tantas câmeras em campo como hoje para nos proteger de jogadores que nos agridem.

Sem falar do VAR: se estivesse jogando hoje, Maradona teria de três a quatro adversários expulsos por jogo". Ele também aproveitou para citar com quais homens de ataque teria vontade de jogar entre aqueles que estão no Mundial. "Em termos de características, eu diria Mbappé: nos complementaríamos perfeitamente".

Por fim, Careca deixa a modéstia de lado e deixa claro: "No futebol de hoje, eu marcaria 35 ou 36 gols por ano. Com alguém da classe do Maradona ao meu lado, talvez até mais (risos).

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