Política Titulo Transparência

Santo André sobe 2.539 posições em ranking de qualidade contábil e fiscal

Estudo avalia a consistência das informações que o Tesouro Nacional recebe das cidades

24/06/2026 | 23:11
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ARTES: Agostinho Fratini/Editoria de Arte
ARTES: Agostinho Fratini/Editoria de Arte Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Santo André foi a cidade do Grande ABC que registrou a maior evolução no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal do Siconfi (Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro), avançando 2.539 posições entre as edições de 2024 e 2025. O município saltou da 3.871ª colocação em 2024 para a 1.332ª posição em 2025. O levantamento, elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional, considera os dados referentes ao ano anterior ao da publicação.

O Ranking Siconfi é baseado no ICF (Indicador da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal), que classifica os entes públicos em cinco níveis, variando de Aicf – atribuído àqueles que apresentam 95% ou mais das informações avaliadas como corretas – até Eicf, destinado aos que registram índice inferior a 65%. O indicador analisa quatro dimensões: Gestão da Informação, Informações Contábeis, Informações Fiscais e a consistência entre as Informações Contábeis e Fiscais.

Nesses quesitos, Santo André alcançou, em 2025, índices de 96,41%, 96,15%, 90,91% e 88,24%, respectivamente. Com nota Bicf, os resultados demonstram avanços significativos na qualidade das informações prestadas pelo município, com maior rigor no cumprimento dos prazos de envio de dados, redução de erros e inconsistências e aprimoramento da precisão técnica dos relatórios fiscais de encerramento de exercício em comparação aos anos anteriores. 

DGABC

O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (Cidadania), afirmou que o avanço expressivo de Santo André no Ran-king de Qualidade Contábil e Fiscal é resultado de um trabalho sério, técnico e comprometido com a boa gestão dos recursos públicos. “Saltar mais de 2.500 posições em apenas um ano demonstra que estamos fortalecendo cada vez mais a transparência, a organização das contas públicas e a confiabilidade das informações prestadas aos órgãos de controle e à população”, pontuou.

De acordo com o prefeito, o reconhecimento mostra que a gestão está no caminho certo, adotando práticas modernas de gestão, garantindo responsabilidade fiscal e criando as condições necessárias para investir mais em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança e infraestrutura. “Cuidar bem do dinheiro público é uma obrigação da administração e um compromisso permanente da nossa gestão com os moradores de Santo André”, concluiu Gilvan.

São Bernardo também apresentou um salto de qualidade, consolidando-se no grupo de elite do ranking nacional e conquistando oficialmente o selo de excelência máxima Aicf. Saltou da 1080ª posição em 2024 para a 126ª em 2025. Uma escalada de 954 colocações.

Já Mauá, município do Grande ABC mais bem posicionado, enfrentou concorrência no topo do ranking nacional, oscilando da 83ª colocação em 2024 para a 96ª posição em 2025, mas manteve a excelência no ranking. 

O prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), comemorou a manutenção da nota A. “É a confirmação de que o trabalho de reorganização financeira iniciado em 2021 está dando resultados. Evoluímos de uma nota D para a classificação máxima do Tesouro Nacional, tornando Mauá referência em transparência fiscal. É o reconhecimento ao trabalho sério da nossa equipe e ao compromisso do nosso governo com a boa gestão dos recursos públicos”, afirmou.

São Caetano, então administrada pelo ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), foi o município do Grande ABC que registrou a maior queda no ranking. A cidade perdeu 985 posições, passando da 473ª colocação para a 1.458ª em 2025, resultado que levou à perda do selo de excelência que havia conquistado na edição anterior.

Rio Grande da Serra também apresentou queda no ranking, recuando 480 posições entre 2024 e 2025, da 72ª para a 552ª colocação. Apesar disso, o município manteve a classificação máxima no ano passado, ao superar a marca de 95% de acertos gerais. Por outro lado, houve redução na precisão técnica dos dados do RREO (Relatório Resumido de Execução Orçamentária) e do RGF (Relatório de Gestão Fiscal), indicador que caiu de 100% em 2024 para 88,64% em 2025, interrompendo o histórico de excelência integral nessa dimensão.

Ribeirão Pires foi outra cidade que perdeu posições no ranking. Caiu 456 colocações, passando do 1474º lugar em 2024 para 1930º no ano seguinte. A cidade manteve o selo de qualidade Bicf em 2025. No entanto, teve perda significativa de competitividade no cenário nacional devido a queda de desempenho na área fiscal, recuando de 88,24% para 79,55%. 

Diadema garantiu melhora consistente em sua pontuação, conseguindo se manter na faixa de excelência Bicf, muito perto da nota máxima. Entretanto, houve queda na classificação geral da cidade de um ano para outro, passando de 1528º, com 91,5%, a 1554º lugar, com 93%. Embora Diadema tenha melhorado seus processos, a concorrência geral entre outros municípios do País acelerou entre 2024 e 2025.

NO TOPO

As cinco primeiras cidades do ranking do Siconfi, todas com 100% de aproveitamento na classificação geral, são Belo Horizonte, em Minas Gerais; Serra e Vila Velha, no Espírito Santo; e Capitão e Morro Reuter, no Rio Grande do Sul. 

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