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EUA, Catar, Nigéria e Argélia pedem mudanças em regras da UE sobre emissões de metano

24/06/2026 | 20:13
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Os governos dos Estados Unidos, Catar, Nigéria e Argélia solicitaram que a União Europeia faça alterações nas regras de emissão de metano que podem afetar importações de petróleo e gás, alertando que a regulamentação pode impactar os preços e o abastecimento do bloco.

Em carta aberta enviada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, e aos Estados-membros da UE, os representantes afirmaram que a maior parte do mercado que abastece o continente europeu não conseguirá cumprir os requisitos de medição, comunicação e verificação de emissões de metano estabelecidos pela regulamentação dentro do prazo previsto, de 1º de janeiro de 2027.

Citando uma "análise independente e abrangente do setor", a carta afirma que a maior parte das importações de petróleo e de gás natural da UE estarão em desacordo com o regulamento. "Mesmo com uma implementação adaptativa e flexível, impactos negativos significativos na oferta e nos preços são uma certeza", aponta o documento.

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A carta afirma, ainda, que o bloco tem uma janela estreita para fazer as alterações, visto que os países importadores "já iniciaram o processo de compra de petróleo e gás natural que serão armazenados para entrega em 2027 e, até o momento, não há um caminho viável para o cumprimento do regulamento". Além disso, os países signatários afirmam que seus produtores de energia já fizeram progressos "substanciais" para diminuir as emissões de metano.

"Incentivamos a Comissão e os Estados-Membros da UE a trabalharem com as partes interessadas do setor nos esclarecimentos e mudanças necessários que permitam a implementação eficaz da lei, reduzindo, ao mesmo tempo, os riscos insustentáveis", conclui o documento.

A carta foi assinada pelo Secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, pelo Ministro da Energia do Catar, Saad Sherida Al-Kaabi, pelo Ministro de Recursos Petrolíferos da Nigéria, Ekperikpe Ekpo, e pelo Ministro da Energia e Minas da Argélia, Mohamed Arkab.




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