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LDOs de seis cidades projetam R$ 19 bilhões em receitas para 2027

Valores sobem 10,79% em comparação às propostas aprovadas no ano passado; São Caetano envia texto à Câmara somente em agosto

Bruno Coelho
24/06/2026 | 08:34
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Seis das sete cidades do Grande ABC projetam arrecadar R$ 18,9 bilhões em 2027, conforme as propostas de LDOs (Leis de Diretrizes Orçamentárias). Os textos já foram aprovados em Santo André e Mauá, enquanto os vereadores de São Bernardo, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra discutirão as matérias brevemente. Em Diadema, o debate segue até metade de julho. Na região, apenas São Caetano ainda não iniciou a tramitação, pois a Lei Orgânica Municipal permite o envio da redação ao Legislativo até 31 de agosto.

As propostas em tramitação preveem crescimento de 10,79% em relação às receitas estimadas para este ano, de R$ 17,1 bilhões, considerando os seis municípios. O percentual supera em mais do que o dobro a inflação acumulada em 12 meses pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que ficou em 4,72% em maio. A LDO estabelece metas fiscais, prioridades de investimento e diretrizes para a aplicação dos recursos públicos, servindo de base para a LOA (Lei Orçamentária Anual), normalmente votada pelas Câmaras no fim de cada exercício.

São Bernardo segue sendo o município da região com maior projeção orçamentária. A estimativa de receita para 2027 é de R$ 7,7 bilhões, ante R$ 7 bilhões estimados para 2026, aumento de 10,1%. Do montante, a administração direta prevê R$ 7,1 bilhões, englobando R$ 4,9 bilhões de caixa no tesouro municipal, além de R$ 692 milhões em repasses estaduais e R$ 681,6 milhões federais. Mesmo na iminência do período de recesso parlamentar de julho, vereadores não devem votar a propositura na sessão desta quarta-feira (24).

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Em Santo André, o Parlamento aprovou, na semana passada, as diretrizes orçamentárias, com projeção de R$ 5,6 bilhões, aumento de 7% aos R$ 5,3 bilhões deste ano. Segundo a redação, a administração direta deve receber R$ 4,5 bilhões, dos quais R$ 2,9 bilhões são recursos projetados para o tesouro municipal. O governo também apontou transferências e convênios estaduais na escala de R$ 504 milhões, enquanto que os repasses oriundos de Brasília alcançam R$ 736 milhões.

Os vereadores de Mauá aprovaram na última terça-feira (23), em definitivo, a LDO de 2027, que aponta receita total de R$ 2,2 bilhões para o próximo exercício, alta de 22,57% em relação ao R$ 1,8 bilhão previsto para este ano. O texto estabelece as metas e prioridades da administração municipal, estimando arrecadação de R$ 560,3 milhões em impostos, taxas e contribuições de melhorias e R$ 1,1bilhão em transferências correntes.

Única cidade a adentrar os trabalhos regulares do Legislativo em julho, Diadema já marcou as sessões para primeira e segunda discussão da proposta de diretrizes orçamentárias: dias 8 e 16 do próximo mês. A redação pressupõe meta de R$ 2,4 bilhões, majoração de 15% em relação ao texto anterior, de R$ 2,1 bilhão. O aval à propositura abrirá caminho para a LOA, que precisa ser enviada pelo Executivo aos 21 vereadores até 30 de setembro.

Em Ribeirão Pires, o Parlamento realizou audiência pública sobre a LDO na última segunda-feira, permitindo com que os vereadores possam votar proposta em discussão única. A matéria estabelece meta arrecadatória de R$ 634 milhões para 2027, variação positiva de 4,77%, em comparação aos R$ 605,1 milhões calculados para 2026. Para o ano que vem, a administração direta projeta R$ 572,9 milhões, sendo R$ 174,9 milhões oriundos de tributos municipais, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto sobre Serviços).

A Câmara de Rio Grande da Serra realiza nesta quarta-feira (24) a segunda votação da LDO de 2027, estimada em R$ 181,4 milhões, uma regressão de 2,36% às cifras de R$ 185,7 milhões calculadas para o atual exercício.

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