
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, negou nesta quarta-feira, 24, que tenha ocorrido uma reunião com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, durante as negociações realizadas na Suíça e afirmou que não há planos para permitir acesso da agência a instalações nucleares atingidas por ataques ou a materiais nucleares iranianos.
Em publicação no X, Gharibabadi disse que "na Suíça, não foi realizada nenhuma reunião com Grossi, apesar de seu pedido". Segundo ele, "também não existe qualquer plano para conceder acesso às instalações que foram alvo de ataques nem aos materiais nucleares".
A declaração contradiz sinais recentes emitidos pela AIEA e por autoridades americanas sobre a possibilidade de retomada das inspeções internacionais no programa nuclear iraniano.
Mais cedo, Grossi afirmou que o acordo provisório de paz entre Estados Unidos e Irã prevê explicitamente a supervisão da agência sobre atividades relacionadas a materiais e instalações nucleares iranianas, indicando que inspetores deverão visitar locais de enriquecimento do país.
Gharibabadi sustentou que eventuais discussões sobre inspeções e acesso às instalações nucleares só poderão ocorrer "no âmbito de um acordo final" e mediante "ação prática da outra parte para encerrar todas as sanções".
O diplomata também criticou o que classificou como tentativa de criar uma narrativa pública sobre o tema. "Vocês não podem, por meio de alarde midiático, implementar uma política de criar um fato e depois consolidá-lo", escreveu.
Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não há pressa para o envio de inspetores da AIEA ao Irã, mas reiterou que Teerã acabará permitindo o acesso da agência às suas instalações nucleares. Já o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, havia declarado que nenhuma visita de inspetores foi agendada.
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