Política Titulo Eleição para governador

Aliados de Haddad veem risco de Tarcísio vencer no 1º turno

Nome de Márcio França pode surgir para forçar prorrogação

Bruno Coelho
23/06/2026 | 08:22
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FOTO: Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Sem uma terceira via para eleição ao governo do Estado de São Paulo, o núcleo da campanha do pré-candidato Fernando Haddad (PT) reconhece que o desfecho da disputa com Tarcísio de Freitas (Republicanos), em busca da reeleição, será definido ainda no primeiro turno. Integrantes do PSB, partido aliado ao petista, defendem o nome de Márcio França (PSB) ao pleito estadual com objetivo de “forçar” uma segunda rodada, admitindo que, no atual quadro, o republicano será reconduzido ao cargo já no dia 4 de outubro.

Entre petistas próximos a Haddad, não houve surpresa com as desistências anunciadas neste fim de semana pelo ex-prefeito de Santo André e presidente estadual do PSDB, Paulo Serra – que anunciou pré-candidatura a deputado federal – e Kim Kataguiri (Missão), o qual vai para reeleição na Câmara Federal. Internamente no PT, ainda há avaliação de que o Missão deva lançar um nome a fim de dar palanque ao futuro presidenciável Renan Santos, porém, sem qualquer influência entre os dois principais nomes ao governo paulista.

O PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, avalia entre seus articuladores que, caso o atual cenário se mantenha até outubro, Tarcísio conquista a vitória já no primeiro turno contra Haddad, em um contexto de polarização antecipada. Esse quadro, porém, é visto como potencialmente problemático ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso não consiga o mesmo desfecho na disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diante da eventual ausência de um palanque competitivo no segundo turno no Estado mais populoso do País.

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Desse modo, segundo fontes do PSB, Márcio França, hoje colocado como pré-candidato ao Senado – junto à correligionária Simone Tebet –, seria alternativa para forçar uma terceira via e tirar força na polarização imediata entre o republicano e o petista. Pessoas próximas acreditam no potencial do ex-governador alcançar mais de 10% das intenções de voto, o que seria mais do que Paulo Serra e Kim Kataguiri somaram, juntos, nas últimas pesquisas.

No entanto, segundo petistas do Grande ABC, até o momento não há sinais relevantes de apoio do Palácio do Planalto à hipótese de Mário França entrar na disputa pelo governo estadual. Além disso, integrantes do núcleo de Haddad reconhecem a possibilidade de um desfecho no primeiro turno em São Paulo e, ao mesmo tempo, mantêm a expectativa de um cenário semelhante para Lula na esfera nacional, apostando que candidaturas como as de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil) possam perder força com o início da propaganda eleitoral. 

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