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Tempestade Kylian: Mbappé classifica a França à 2ª fase da Copa

O Iraque vira coadjuvante de um espetáculo do goleador nato, que construiu, com dois tentos, a vitória dos franceses por 3 a 0

22/06/2026 | 22:00
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FOTO: Reprodução/X/França Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Quem assiste à Copa pela televisão pode acreditar que há Mbappé e outros 21 clones do atacante sobre o gramado. Ele é caçado pelas câmeras dentro de campo. Um passe, uma reação, um gol, um drible, seja dele ou de outro jogador...

Tudo é motivo para focalizá-lo. Quem acompanha do Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, enfrenta tempestade e mais de duas horas de interrupção para não perder um movimento do craque. O Iraque é coadjuvante de um espetáculo e vítima de um goleador nato, que construiu, com dois tentos, a vitória da França por 3 a 0 e garantiu a classificação rumo à segunda fase da Copa do Mundo 2026.

A Copa do Mundo transforma Mbappé. O craque do Real Madrid ganha ferocidade com a camisa da seleção francesa. Uma legião de craques o segue em campo. Como se se tratasse de um líder messiânico. Mesmo com a qualidade de Olise, Dembélé e outras estrelas, Kylian brilha mais.

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Mbappé se mostra insaciável com a Trionda sob seu domínio. A França, a seus pés, é ditada por seu ritmo. Seja quem for o adversário. Seu futuro em Copas demonstra ser ainda mais vitorioso e capaz de estraçalhar com quaisquer recordes.

Além do título, ele briga, palmo a palmo - mesmo que não se encontrem em campo -, com Lionel Messi pelo posto de maior artilheiro da história das Copas. Por enquanto, o argentino leva a melhor: 18 a 16. Por enquanto. O Iraque ficou encurralado, destinado a ser um obstáculo - ou um trampolim - para Mbappé alcançar Lionel Messi.

O francês é destro, mas mostrou não ter perna ruim para levar a alegria aos torcedores da bicampeã mundial. Em um chute de canhota, de fora da área, abriu o placar aos 14 minutos. Do meio para o final do primeiro tempo, surgiu uma concorrente para Mbappé.

Os olhares passaram a se voltar para o céu. Horas antes de o jogo começar, circulavam informações sobre a tendência de paralisação do duelo por causa da incidência de raios na região da maior cidade da Pensilvânia. Um protocolo que envolve os três países-sede da Copa estabelece que, se houver descargas elétricas nas proximidades do estádio, o jogo deve ser interrompido.

Raios e trovões tardaram, mas a chuva não. Um temporal se armou. Os torcedores sacaram suas capas para se protegerem da água e continuarem admirando o camisa 10 da França. Ao soar o apito de encerramento da etapa inicial, às 17h48 (do horário local), os telões do estádio mostraram pedidos para que os presentes no estádio se abrigassem durante o intervalo.

Mais tarde, a retomada da partida foi oficialmente postergada. A cada minuto, a chuva foi piorando. Um véu cobria as arquibancadas tamanha era a tempestade. Quando o aguaceiro foi embora, os torcedores retomaram seus postos nas arquibancadas.

Os jogadores demoraram mais. A longa paralisação fez com que a Fifa evitasse uma nova interrupção para a reidratação dos jogadores. Tais pausas são controversas e despertam críticas e elogios dos envolvidos com a Copa. Coube aos operadores de som do estádios entreter o público.

Livin'' on a Prayer, de Bon Jovi, tem embalado o ânimo dos fãs, que soltam suas vozes e contaram até com o coro do técnico Graham Arnold, do Iraque. O jogo só recomeçou às 20h01 (locais). A longa pausa não inverteu papeis no duelo e mostrou um repertório solidário pouco visto no hall de talentos de Mbappé.

O francês ajudou na defesa, tentou servir companheiros, mas acabou sendo servido novamente. E com uma bela ajuda dos iraquianos. O zagueiro Tahseen cobrou o tiro de meta tocando a bola em direção ao goleiro Basil. O passe foi muito forte e escapou, sobrando para Dembélé, que tocou para Mbappé, com gol vazio, marcar o segundo, aos 9.

A fortuna francesa em contar com uma legião de talentos se explica pela capacidade de articulação entre meio-campo e ataque de modo a armar jogadas imparáveis. Foi assim com Olise, que encontrou Dembélé na profundidade e fez o melhor jogador do mundo também balançar a rede, aos 21. Não satisfeito com os dois gols, Mbappé queria mais jogo.

Reclamou de um possível pênalti, descalibrou o pé em duas finalizações, parou no goleiro em outra. Provou que é humano antes de deixar o campo ovacionado. O triunfo deixa a seleção francesa com seis pontos, sem poder ser alcançada por Senegal ou Iraque, fato que carimba o passaporte rumo à próxima fase.

Resta saber se na primeira ou segunda posição do Grupo I. Mesmo já classificados, os franceses têm pela frente o duelo mais aguardado da chave diante da Noruega na próxima sexta-feira, às 18h (de Brasília), em Foxborough. O Iraque no mesmo dia e horário contra Senegal, em Toronto, em busca da classificação.

FICHA TÉCNICA

FRANÇA 3 X 0 IRAQUE

FRANÇA - Maignan; Koundé (Gusto), Upamecano, Saliba e Digne; Koné e Rabiot; Olise (Cherki), Dembélé (Doué) e Barcola (Akliouche); Mbappé (Thuram).

Técnico: Didier Deschamps.

IRAQUE - Basil; Hussein Ali, Tahseen (Sulaka), Hashem e Doski; Ismail (Amyn), Al-Ammari (Sher), Bayesh (Farji) e Iqbal; Aymen Hussein (Al-Hamadi) e Qasem. Técnico: Graham Arnold. GOLS - Mbappé, aos 14 minutos do 1º tempo e aos 9 minutos do 2º tempo; Dembélé, aos 21 minutos do 2º tempo.

CARTÕES AMARELOS - Al-Ammari. ÁRBITRO - Drew Fischer (Canadá). PÚBLICO - 68.324 torcedores. LOCAL - Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA).




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