Em ação Na região, 82 agentes da corporação atuam na fiscalização das áreas de vegetação e no resgate de animais silvestres e trilheiros desaparecidos
FOTO: André Henriques/DGABC

O Grande ABC possui 48% da sua área coberta por florestas e matas, de acordo com dados do MapBiomas. Com uma grande extensão de vegetação para ser cuidada, a GCM (Guarda Civil Municipal) Ambiental é um dos braços da fiscalização e preservação do meio ambiente na região. Atualmente, cinco cidades possuem esse tipo de força de segurança, com um contingente total de 82 agentes.
Neste mês de celebração ao Meio Ambiente, marcado pelo Junho Verde, as administrações municipais têm intensificado algumas atividades voltadas à conscientização ambiental, como educação nas escolas, trilhas para conhecimento do ambiente e cursos de manejo de animais.
Os trabalhos das equipes de segurança consistem em patrulhamentos na Represa Billings, autuação de pesca e caça irregulares, combate ao desmatamento e descarte inadequado de resíduos e realização de ações de educação ambiental e preservação.
A GCM Ambiental possui o telefone 153 como canal disponível para denúncias ou alertas. Por meio dele, uma das principais funções dos agentes também se tornou o socorro a animais silvestres. Entre janeiro e maio de 2026, Santo André, São Bernardo e Diadema contabilizaram 343 animais resgatados, seja por ferimentos ou por retirada de cativeiros irregulares.
Mauá informou que desde 2021 foram 350 animais resgatados pelas equipes municipais. Já Ribeirão Pires encaminhou apenas os dados referentes ao setor do Departamento de Bem-Estar Animal. São Caetano e Rio Grande da Serra não têm GCM Ambiental.
Em abril, por exemplo, a corporação de São Bernardo foi responsável pelo flagrante de uma criação irregular de 14 aves silvestres em uma residência no bairro Assunção. Como parte do fluxo de trabalho da guarda, o Zoológico do Parque Estoril, no Riacho Grande, pode ser considerado um dos braços da GCM Ambiental, visto que os seres resgatados passam por um processo de triagem, tratamento e reabilitação no local.
Já em Santo André, outra cidade com grande área de cobertura florestal, o guarda Primeira Classe, Alan Kleber Lomasi, informou que o fluxo funciona em algumas etapas. Após cada resgate, é feita uma verificação do estado do animal, a fim de devolvê-lo à natureza o quanto antes. Caso seja identificado algum ferimento, os agentes encaminham o indivíduo para o centro do Bem-Estar Animal andreense ou de Ribeirão Pires, além do Cetras (Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres) na Capital.
“As principais ocorrências envolvem as jararacas. Em climas frios, como estamos vivendo atualmente, as serpentes entram muito nas residências, principalmente em Paranapiacaba. Então, temos o treinamento especializado no manuseio e equipamentos necessários”, comentou.
Uma das ações da GCM Ambiental no Junho Verde é a aproximação com a sociedade. “Estamos desenvolvendo trabalho de patrulhamento mais comunitário. A população está estreitando laços com a guarda, porque a ideia é entender que somos amigos e que podem contar com a gente, contribuindo para os chamados”, disse Lomasi.
Outra parte do trabalho das equipes especializadas em ações na natureza é a busca de pessoas. O Grande ABC também conta com trilhas famosas para turistas e aventureiros, como a Cachoeira Escondida no Parque Estadual Serra do Mar, em território andreense. Em casos de trilheiros perdidos ou desaparecidos, a GCM Ambiental atua nas buscas nas áreas de mata, em conjunto com outras forças.
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