
A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante nesta quinta-feira, 18, um funcionário terceirizado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspeito de oferecer acesso prévio a decisões da corte. A prisão ocorreu em um shopping de Brasília. O investigado teria usado sua função para solicitar vantagem indevida a uma advogada.
O funcionário estava lotado no gabinete do ministro Paulo Sérgio Domingues. A operação foi deflagrada a partir de solicitação do próprio magistrado à Presidência do STJ, que acionou a PF. Segundo o tribunal, menos de 24 horas se passaram entre o conhecimento da suspeita pelos ministros e a concretização da prisão.
Em nota, o STJ informou que a operação visou apurar "potencial conduta ilícita" do terceirizado. O tribunal não divulgou o nome do funcionário nem quais decisões foram oferecidas.
A PF enquadrou o suspeito pelo crime de corrupção passiva. Durante a ação, foram apreendidos objetos de interesse para a investigação.
O caso desta quinta-feira ocorre em meio a um escândalo de venda de decisões no STJ.
Em maio, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia formal decorrente da Operação Sisamnes. A operação foi deflagrada em novembro de 2024 e investiga um esquema de corrupção no segundo maior tribunal do país. Os denunciados respondem pelos crimes de corrupção, violação de sigilo e organização criminosa.
Os dois servidores do tribunal incluídos na denúncia da PGR trabalharam nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.
Não há confirmação, até o momento, de que a prisão desta quinta, no gabinete do ministro Domingues, tenha relação com a Operação Sisamnes.
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