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UE diz que não será apenas mediadora na guerra da Ucrânia e cobra mais pressão sobre a Rússia

19/06/2026 | 12:51
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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou nesta sexta-feira, 19, que a União Europeia não pretende atuar como mediadora no conflito entre Rússia e Ucrânia e reforçou que o bloco permanece alinhado a Kiev. Em entrevista coletiva após a cúpula do Conselho Europeu, Costa disse que "a UE está do lado da Ucrânia" e reiterou que apenas o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, tem legitimidade para negociar em nome do país.

"Não queremos ser apenas mediadores na questão da Ucrânia. Estamos com a Ucrânia durante a guerra e estaremos com eles depois da guerra", afirmou Costa.

Segundo Costa, o bloco não vê "sinais críveis" de que Moscou esteja disposta a participar de negociações sérias neste momento. Ainda assim, informou que está estabelecendo um canal diplomático direto com a Rússia para transmitir as posições europeias. "Precisamos ser capazes de transmitir nossas próprias mensagens diretamente à Rússia", disse.

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Costa também defendeu que a chamada "coalizão dos voluntários" - grupo de países que apoia militarmente Kiev - participe das discussões sobre futuras garantias de segurança para a Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que, "mais cedo ou mais tarde", a Rússia terá de retornar à mesa de negociações e que a Europa precisará apresentar uma posição unificada quando isso ocorrer.

As declarações vieram acompanhadas de uma nova sinalização de endurecimento contra Moscou. Costa afirmou que "é hora de aumentar a pressão sobre a Rússia", defendendo a rápida aprovação de novos pacotes de sanções.

Nas conclusões aprovadas pela cúpula, os líderes europeus reiteraram apoio "firme e inabalável" à soberania e integridade territorial da Ucrânia e destacaram que "o caminho para a paz não pode ser decidido sem a Ucrânia".

O texto também afirma que a UE está pronta para ampliar seu engajamento diplomático, mas cobra que a Rússia aceite um cessar-fogo total e participe de "negociações significativas" para uma paz duradoura. Além disso, o Conselho Europeu defendeu a adoção célere do 21º pacote de sanções contra Moscou e reforçou o compromisso de aumentar a pressão econômica sobre o Kremlin.

Em outro tema, Costa criticou a falta de avanços da China na correção dos desequilíbrios comerciais globais. "Até agora, a China não entregou", afirmou. A discussão sobre desequilíbrios macroeconômicos globais integrou a agenda da reunião dos líderes europeus.




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