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Dólar cede após ganhos, em dia de poucos negócios com feriado nos EUA

Na última quinta-feira (18), o dólar à vista subiu 1,32%, a R$ 5,1752, acumulando alta de 2,62% em junho

19/06/2026 | 10:25
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FOTO: Marcello Casal Jr./Da Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O dólar opera em leve baixa ante o real, acompanhando a desvalorização do índice DXY da moeda americana frente as principais, após a forte alta provocada pelo tom mais duro do Federal Reserve. Após os ruídos gerados pelo comunicado do Copom, o mercado aguarda a ata da reunião, na próxima terça-feira. Na última quinta-feira (18), o dólar à vista subiu 1,32%, a R$ 5,1752, acumulando alta de 2,62% em junho, mas ainda com queda de 5,7% em 2026.

No exterior, o acordo entre Estados Unidos e Irã alivia parte da pressão sobre o petróleo, mas o adiamento das negociações e os ataques de Israel ao Líbano mantêm incertezas. A liquidez é reduzida pelo feriado de Juneteenth nos EUA.

Acalma um pouco o petróleo a US$ 80, mas a volatilidade continua sendo um vetor importante para o câmbio, tanto pelos impactos sobre a inflação global quanto pelo efeito sobre moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil.

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Aqui, é esperado o anúncio de medidas do governo para combater o mercado ilegal de apostas esportivas. Embora o tema tenha impacto limitado sobre o câmbio, o mercado acompanha possíveis efeitos sobre a arrecadação e o quadro fiscal. A próxima semana entra no radar, pois serão divulgados a ata do Copom, o RPM (Relatório de Política Monetária) e o IPCA-15 de junho.

Mais cedo, o MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) deflagrou a Operação Juro Zero para investigar um suposto esquema de operações financeiras irregulares com descontos em folha de servidores do Distrito Federal. Entre os investigados estão Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do DF, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay que já foi indiciado pela CPMI dos Descontos Indevidos do INSS. A operação também tem como alvos o BRB e o PicPay, com 50 mandados de busca e apreensão cumpridos no Distrito Federal, São Paulo e Curitiba.

Pesquisa RealTime Big Data no Tocantins mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. No segundo turno, Flávio tem 41% das intenções de voto, ante 40% de Lula.

Nos EUA, segundo pesquisa AP-NORC, 65% dos americanos desaprovam a condução de Donald Trump em relação ao Irã, mesmo após o acordo preliminar de paz. A aprovação geral do presidente permaneceu em 37%, sem mudança em relação a maio.

No Reino Unido, Andy Burnham, prefeito trabalhista da Grande Manchester, voltou ao Parlamento após vencer uma eleição suplementar nesta quinta-feira, e quer desafiar Keir Starmer para se tornar o próximo primeiro-ministro do país.

Na Rússia, o Banco Central cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para 14,25% ao ano, citando desaceleração gradual da inflação. A autoridade monetária sinalizou que poderá realizar novos cortes, dependendo da evolução dos preços, das expectativas inflacionárias e das condições econômicas internas e externas.

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