Setecidades Titulo Memória

O Grande ABC agrícola. Neste 2026. Com árvores e pássaros. Plantio de café. Amor à natureza.

Há um verdadeiro oásis entre Santo André e São Caetano, criado e mantido por um homem que veio do interior, como tantos outros atraídos pela força econômica do Grande ABC

Ademir Medici
22/06/2026 | 03:00
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Crédito das fotos 1 – Marisa Garcia de Ávila
Crédito das fotos 1 – Marisa Garcia de Ávila Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A PROPOSTA

Gostaria muito de homenagear o meu pai. Ele tem 83 anos e cuida de uma área verde muito linda, onde já plantou mais de 200 árvores frutíferas. 

É uma área pública. Faz divisa entre Santo André e São Caetano. Ele cuida com todo carinho. Limpa. Alimenta os pássaros. Cuida das plantas e proporciona um ambiente muito agradável para passear com os pets ou simplesmente para contemplar e colher frutas.

DGABC

Tudo que ele faz, faz de coração, com o dinheiro do próprio bolso, ao longo de mais de 40 anos como morador de Santo André. O único objetivo dele é aumentar a área verde e atrair pássaros para o local.

Ele ficaria muito feliz se Memória conseguisse fazer uma pequena matéria sobre seu ativismo e, quem sabe, isso sirva como inspiração para outras pessoas.

Marisa Garcia de Ávila  

Santo André

MEMÓRIA RESPONDE

Esta é a história de Antonio Garcia de Ávila. Ele nasceu em Cafelândia, interior de São Paulo. Ainda criança, trabalhava na roça. Plantava café. Veio para São Caetano com 20 anos e em 1978 se mudou para o bairro Campestre, em Santo André.

Durante anos o sr. Antonio trabalhou em indústria metalúrgica. Se aposentou na Marcape, uma fábrica de autopeças no bairro do Limão, em São Paulo.

Desde que chegou ao Campestre, planta árvores frutíferas neste terreno citado por sua filha Marisa. Ali tem pés de abacate, amora, limão, cravo, maracujá e vários outros.

HISTÓRIA

Santo André fez parte do cinturão verde da Capital. A agricultura chegou a ser seu forte. A indústria chegou e mudou a geografia e os hábitos. Mas se você percorrer os bairros, e mesmo o Centro, vai encontrar remanescentes daquelas áreas tipicamente rurais.

O que Antonio Garcia de Ávila faz, alma generosa, é reviver tempos antigos coloniais, especialmente cuidando da fauna e da flora no coração do Grande ABC.

A história do Sr. Antonio é tão bonita, e tão bem contada pela filha, que ela enfeitará a nossa Memória ao longo da semana. 

Café, amigos, o Sr. Antonio planta café no limite de duas verdadeiras metrópoles, a poucos minutos de São Paulo. Você conhece outros exemplos como o dele nas Setecidades?

   

Crédito das fotos 1, 2 e 3 – Marisa Garcia de Ávila

O CULTIVADOR 

1 - Sr. Antonio, o amigo Toddy e o corredor de árvores que ele formou ao lado do Parque Santa Maria

2 - O jovem Antonio, 25 anos, com a primeira filha, já no Grande ABC

3 – Modelo da produção agrícola nascida do esforço do Sr. Antonio: quem disse que não dá café em Santo André?

CANADÁ

14 de junho

Ainda embalada na sacola, a bicicleta verde-amarela é recepcionada pela Nathália, sobrinha de seu dono, no Aeroporto de Vancouver, no Canadá. Das 16 cidades-sede da Copa 2026, a mais distante daí do Brasil é Vancouver.

Sérgio Paz

Memofut, do Canadá para Memória

Crédito da foto 4 – Sérgio Paz

RECEPÇÃO. Nathália e a verde-amarela do Serginho ainda na sacola: corre que vai ter jogo ainda hoje

O PORQUÊ DADAPURA

O termo ‘Dadapura’ não pegou em São Caetano, mesmo depois de virar manchete no Diário. O que significaria, exatamente, o termo?

Memória, dia 16

O termo “Dadapura” foi uma alusão às casas que o ex-prefeito Dall’Anese pretendia construir em São Caetano, nos moldes do que foi feito pela Prefeitura de São Paulo, o famoso projeto Cingapura. O “Dada” no caso era o apelido carinhoso que a classe política deu para o Dall’Anese. No lugar de “Cinga”, tentou-se denominar Dada – Dadapura.

Humberto Domingos Pastore

São Caetano

Dadá era o apelido carinhoso do saudoso prefeito de São Caetano, Antonio José Dall''''Anese (ele era muito gente boa, especialmente quando comparado com outros prefeitos que a cidade teve). O projeto "Dadapura", portanto, une o apelido ao "pura", sílabas finais do projeto Cingapura do prefeito paulistano Paulo Maluf.

Ricardo Criez

São Bernardo

DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO

Terça-feira, 22 de junho de 1976 – nº 2782

MANCHETE – Poluição ultrapassa limite tolerável.

Cetesb colocava Santo André e várias zonas de São Paulo em nível de atenção, face a poluição do ar.

Em São Bernardo, o ministro Paulo de Almeida Machado, da Saúde, declarava: “Poluição do ar não é tão grave como se divulga!”.

PRIMEIRONA – Segunda rodada, no domingo (dia 20): em São Paulo, Nacional 0, Saad 4; no Jaçatuba, Santo André 4, Maf de Piracicaba 0; no Baetão, Aliança 0, Velo Clube 0.

EM 22 DE JUNHO DE...

1896 – Criado o Distrito de Paz de Ribeirão Pires.

1996 – Em comemoração ao centenário do Distrito de Paz de Ribeirão Pires, era reinstalado o Museu Municipal Família Pires no antigo armazém da São Paulo Railway, patrimônio histórico da cidade. 

Na oportunidade, Prefeitura e EBCT lançavam um carimbo comemorativo.

MUNICÍPIOS BRASILEIROS

No Estado de Rondônia, hoje é o aniversário de Alto Alegre dos Parecis, Cujubim, Nova União, São Felipe D’Oeste, Teixeirópolis e Vale do Anari. 

Hoje é também o aniversário de Barra do Choça (BA), Lajinha (MG), Santarém (PA) e São Jorge do Patrocínio (PR).

HOJE

Dia do Aeroviário

Dia do Orquidófilo.

São Tomás More

22 de junho

(Londres, 1477-1535). Jurista.

Ilustração – Vatican News: tela do século XVII

Arte: Paulo César Nunes

EVANGELHO

Por que olhas o cisco no olho do teu irmão e não vês a trave no teu?

Mateus, 7,3




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