Política Titulo Irregularidades

Jaques Wagner nega crime e diz que relação com Vorcaro é praticamente zero

Segundo a PF, o petista teria defendido interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas

18/06/2026 | 16:31
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FOTO: Elza Fiúza/Agência Brasil
FOTO: Elza Fiúza/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), negou nesta quinta-feira (18), em entrevista à BandNews TV, ter recebido propina do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central.

Segundo a PF (Polícia Federal), o petista teria defendido interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas, como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a seus familiares.

"Do ponto de vista do dinheiro, eu estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém muito menos do Master ou do Augusto Lima, então estou absolutamente à vontade. Sobre o apartamento, na verdade ele está em construção, eu tinha interesse de dar um apartamento ou de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: Você pode comprar? Depois eu vou recomprar". (...) Então não tem nenhuma transferência de patrimônio pra mim, eu não tenho nenhum negócio com o Master ou com o Credcesta", declarou Wagner.

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O senador também negou ter ligação com o dono do Banco Master. "Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. Eu nunca tive maiores entendimentos com Daniel", disse o petista, que relatou ter se encontrado com o empresário apenas duas vezes.

De acordo com Wagner, o primeiro aconteceu quando Augusto Lima apresentou Vorcaro como seu sócio, enquanto a segunda vez se deu em razão de um pedido de indicação feito pelo empresário baiano para a área jurídica de seu banco, ocasião em que o petista indicou o ex-ministro Ricardo Lewandowski, que tinha recém se aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal). O senador também negou que tenha apresentado o ex-ministro Guido Mantega ao banqueiro mineiro.




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