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Justiça do Canadá nega entrada de jogador de Gana acusado de estupro para partida da Copa

17/06/2026 | 09:15
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Um juiz federal canadense rejeitou, na noite desta terça-feira, o pedido de Gana para que o meio-campista Thomas Partey entre no país a fim de disputar a primeira partida da seleção africana na Copa do Mundo, enquanto o atleta aguarda julgamento por acusações de estupro.

De acordo com a agência Associated Press, a decisão significa que Partey, cujo pedido de visto foi negado na semana passada, permanecerá nos Estados Unidos enquanto seus companheiros de equipe enfrentam o Panamá em Toronto, nesta quarta-feira. Ele, no entanto, poderá jogar nas próximas duas partidas de Gana pela fase de grupos, já que os confrontos estão marcados para os Estados Unidos (Boston e Filadélfia). O Ministério das Relações Exteriores de Gana criticou a recusa do visto para Partey, que aguarda julgamento, como uma "decisão arbitrária e extremamente injusta".

Seu recurso foi analisado pelo tribunal na manhã desta terça-feira. Partey enfrenta acusações no Reino Unido de várias mulheres, referentes ao período em que jogou pelo Arsenal, entre 2020 e 2025. O jogador, que atuou na Espanha pelo Villarreal, na última temporada, declarou-se inocente.

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Em março, um advogado de Partey afirmou que o atleta pretende se declarar inocente de duas novas acusações de estupro, após uma mulher alegar que ele a violentou duas vezes no mesmo dia, em dezembro de 2020. Partey já aguardava julgamento por cinco acusações de estupro relacionadas a outras duas mulheres e uma acusação de agressão sexual envolvendo outra suposta vítima, e as novas alegações surgiram depois que o primeiro conjunto de acusações foi divulgado.

A advogada do jogador, Mackeda Bramwell, disse ao tribunal na terça-feira que, como país anfitrião da Copa do Mundo, o Canadá tinha um "interesse público" em permitir a "participação ordenada de atletas credenciados da seleção nacional". Em uma declaração apresentada ao tribunal, Partey afirmou que permaneceria sob constante supervisão dos dirigentes da equipe e que deixaria o Canadá quando a equipe o fizesse. "Não fui condenado por nenhum crime.

Declarei-me inocente e continuo presumido inocente", disse o jogador. Autoridades canadenses afirmaram que as decisões sobre imigração são tomadas caso a caso, independentemente da Copa do Mundo.




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