Processamento de estímulos Novo espaço no TEAcolhe, no bairro Campestre, recebeu investimento de R$ 50 mil e oferece recursos terapêuticos para auxiliar crianças e adultos
FOTO: Celso Luiz/DGABC

A Prefeitura de Santo André inaugurou nesta terça-feira (16) a Sala de Integração Sensorial no TEAcolhe, ambulatório de atenção especializada à pessoa com TEA (Transtorno do Espectro Autista) . O novo espaço, instalado na unidade localizada no bairro Campestre, recebeu investimento de R$ 50 mil e passa a integrar a estrutura de atendimento oferecida aos pacientes.
A sala foi desenvolvida para oferecer experiências terapêuticas que auxiliam no processamento de estímulos como sons, luzes, movimentos e texturas. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento da atenção, da comunicação, da coordenação motora, da autorregulação emocional e da participação nas atividades cotidianas.
Durante a inauguração, o prefeito Gilvan Ferreira (Cidadania) destacou que o investimento faz parte da estratégia de ampliação e modernização dos serviços. “Temos feito uma gestão muito focada nas pessoas. Essa estrutura no TEAcolhe é para atender os pacientes, claro que a maioria são crianças, mas temos adultos também. A Secretaria da Saúde tem feito esse trabalho com uma infraestrutura muito acima do que normalmente se vê no serviço público, comparada a grandes clínicas particulares. O espaço vai possibilitar um acompanhamento terapêutico mais efetivo e fazer com que as crianças, principalmente, consigam avançar mais em um menor espaço de tempo nas suas terapias”, afirmou.
O prefeito também ressaltou que a ampliação da rede de atendimento envolve aporte em infraestrutura e em profissionais.“Temos investido muito nessa estrutura, com novas tecnologias e novos equipamentos. Passamos de 150 pacientes para quase 1.000 com o TEAcolhe Mais, ampliamos as equipes e seguimos fortalecendo os serviços”, acrescentou.
A gerente do TEAcolhe, Karine Cristina Castão, explicou que a sala será utilizada de acordo com a necessidade identificada pela equipe multidisciplinar durante a elaboração do plano terapêutico de cada paciente.“A sala de integração sensorial tem recursos para apoiar os terapeutas quando eles constroem o projeto terapêutico singular junto com a família. Se a equipe avalia que uma criança precisa de apoio para organizar os estímulos sensoriais que recebe do mundo, esse espaço oferece as ferramentas necessárias para esse trabalho”, explicou.
Segundo Karine, o ambiente conta com recursos voltados para a organização neurológica de estímulos sonoros, táteis e visuais. Apesar do aspecto lúdico, a estrutura não é destinada exclusivamente ao público infantil.“Quando a gente olha de fora, é uma sala mais colorida, com elementos que parecem brinquedos, mas ela consegue atender tanto crianças quanto adultos. O que muda é a proposta terapêutica executada lá dentro”, disse.
A gerente destacou ainda que o uso da sala depende de avaliação individualizada e que a metodologia de integração sensorial exige capacitação específica. O TEAcolhe conta com profissionais habilitados para aplicar a técnica de forma adequada e segura. “Nem todos os pacientes vão precisar utilizar a sala. Isso depende das necessidades apresentadas por cada criança ou adulto. É um processo construído junto com as famílias, porque elas ajudam a equipe a compreender como esses estímulos são recebidos em diferentes ambientes, como casa, escola e espaços de convivência”, completou.
Entre os primeiros usuários do novo espaço está Josué Alves Correia, 6 anos. Acompanhando o filho durante a atividade inaugural, a cuidadora de idosos Aline Alves Correia Castão, 41, moradora do bairro Utinga, ressaltou o impacto da iniciativa.
“Eu acho que é de suma importância para os autistas essa parte dos estímulos sensoriais e essa interação com os profissionais do TEAcolhe, que são muito prestativos. Vai ser mais uma área de acesso que vai ensinar muito e ajudar bastante na aprendizagem e no desenvolvimento deles”, afirmou.
Ao ver o filho utilizando a sala pela primeira vez, Aline destacou o sentimento proporcionado pelo novo equipamento. “É uma alegria porque a gente vê que a inclusão está acontecendo. Ainda temos muitos passos para dar, mas é muito bacana perceber que existe um trabalho sendo feito aos poucos e muito bem feito”, disse.
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