Internacional Titulo Enquanto guerra se prolonga

Aliados do G7 tentam recolocar Ucrânia no topo da agenda de Trump

Os líderes também chegaram a uma posição comum de apoio à Ucrânia, prevendo o envio de capacidades adicionais de defesa aérea e outros meios de proteção

16/06/2026 | 10:39
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FOTO: Official White House Photo by Daniel Torok Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os aliados dos Estados Unidos na cúpula do G7 trabalharam nesta terça-feira (16) para recolocar a guerra na Ucrânia entre as prioridades do presidente Donald Trump, após mais de quatro anos de conflito iniciado pela invasão russa. Nas últimas semanas, a crise envolvendo o Irã havia ofuscado a questão ucraniana, mas, após anunciar um acordo para encerrar o conflito de três meses e meio no Golfo, Trump afirmou que pretende voltar sua atenção para a Ucrânia. Segundo ele, o Irã em breve estará "no retrovisor".

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, participou de uma sessão de trabalho com os líderes do grupo em Evian-les-Bains, na França. De acordo com um diplomata francês, os países do G7, incluindo os EUA, concordaram em ampliar a pressão sobre a Rússia, especialmente por meio de sanções aos setores de petróleo e gás.

Os líderes também chegaram a uma posição comum de apoio à Ucrânia, prevendo o envio de capacidades adicionais de defesa aérea e outros meios de proteção. Com a redução da ajuda americana sob Trump, França e seus aliados europeus passaram a liderar o apoio militar e financeiro a Kiev.

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Em meio às discussões, o Reino Unido anunciou novas sanções contra a chamada "frota fantasma" usada pela Rússia para exportar petróleo e gás e contra redes financeiras utilizadas por Moscou para contornar restrições ocidentais.

Horas antes da abertura da cúpula, a Rússia lançou centenas de drones e dezenas de mísseis contra grandes cidades ucranianas, em ataques que deixaram ao menos 11 mortos. Os bombardeios ocorreram após Trump conversar separadamente por telefone com Zelenski e com o presidente russo, Vladimir Putin.

Durante a campanha de 2024, Trump prometeu encerrar a guerra em até 24 horas após assumir o cargo, mas as negociações avançaram lentamente. Na segunda-feira, 15, a Ucrânia iniciou oficialmente as negociações para adesão à União Europeia, processo que exigirá anos de reformas. Kiev vê a entrada no bloco como uma garantia de segurança para o pós-guerra, embora continue defendendo a adesão à Otan, hipótese rejeitada pelo governo Trump.

Outras discussões

A cúpula também foi marcada por discussões sobre o Oriente Médio. Trump voltou a criticar a condução de Israel no conflito com o Hezbollah no Líbano e afirmou que os confrontos prolongados prejudicam o acordo alcançado com o Irã. Enquanto isso, os aliados europeus pressionam por avanços diplomáticos que reduzam os impactos da alta do petróleo provocada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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