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Brasileiro apontado como ex-líder do PCC e do CV é preso nos EUA

16/06/2026 | 08:28
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Um brasileiro apontado pelas autoridades dos Estados Unidos como ex-líder das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) foi preso na Carolina do Norte (EUA) durante uma operação conduzida pelo Serviço de Investigações de Segurança Interna (HSI, na sigla em inglês), braço investigativo do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS). A informação foi divulgada na segunda-feira, 15.

Segundo o DHS, Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como "Don", foi detido em 5 de junho na cidade de Mooresville. As autoridades afirmam que ele era alvo de um mandado internacional expedido pelo Brasil pelos crimes de associação criminosa e extorsão. A defesa não foi localizada.

A prisão ocorreu no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos oficializou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida foi publicada no Diário Oficial americano e assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

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Na decisão, Rubio afirma que as duas facções representam risco significativo à segurança dos cidadãos americanos e aos interesses nacionais dos Estados Unidos.

Segundo o Departamento de Segurança Interna, Aquilla já ocupou posições de comando nas duas organizações criminosas, o que conferiu peso adicional à operação realizada pelas autoridades americanas.

De acordo com o comunicado do DHS, agentes do HSI de Greensboro e Charlotte, com apoio de forças policiais locais, abordaram o suspeito durante uma parada de trânsito. Aquilla teria tentado escapar dirigindo, o que provocou uma perseguição que terminou após ele colidir com veículos parados. Em seguida, ainda segundo as autoridades, ele tentou fugir a pé, mas foi capturado.

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, computadores, dinheiro em espécie e uma pistola 9 mm que estavam no veículo do brasileiro.

As autoridades também afirmam que informações de inteligência indicavam que Aquilla mantinha a própria esposa em cárcere privado enquanto se preparava para deixar os Estados Unidos e seguir para o México. Em depoimento aos investigadores, a mulher teria confirmado que estava sendo mantida contra a própria vontade.

Em nota, o agente especial responsável pelo HSI na Carolina do Norte e na Carolina do Sul, Mark M. Zito, afirmou que a prisão impediu que um suspeito considerado perigoso continuasse representando risco à segurança pública. "Evitamos novos danos a pessoas inocentes nos Estados Unidos e no exterior", afirmou.

Aquilla foi encaminhado para uma prisão do condado de Iredell, onde responde inicialmente a uma acusação estadual de fuga para evitar prisão. O HSI informou ainda que busca apresentar acusações federais por posse ilegal de arma de fogo por estrangeiro e sequestro.

O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) também registrou uma ordem de detenção migratória contra o brasileiro. Segundo o DHS, ele entrou ilegalmente nos Estados Unidos em data e local desconhecidos.




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