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PGR rejeita segunda proposta de delação de Vorcaro e fecha o cerco contra o banqueiro

15/06/2026 | 21:17
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dias após a Polícia Federal também ter rechaçado um acordo com o dono do Banco Master.

Com isso, os investigadores fecham o cerco contra Vorcaro e sinalizam que, ao menos por ora, não há mais espaço para uma negociação.

A manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi apresentada nesta segunda-feira, 15, e aponta que as informações apresentadas por Vorcaro não trazem provas novas e teriam pouca utilidade para as investigações.

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Na semana passada, a Polícia Federal também chegou a uma conclusão semelhante e comunicou à defesa de Vorcaro que não tinha interesse na sua proposta de colaboração premiada.

Desde o início das negociações, os investigadores achavam que Vorcaro tinha apresentado uma proposta de delação seletiva e omitiu informações já detectadas pelas investigações.

Como mostrou o Estadão, Vorcaro chegou a justificar aos seus advogados que fez pagamentos a políticos por causa de sua relação de amizade com eles.

A primeira proposta foi recusada pela Polícia Federal e pela PGR, mas a equipe de Paulo Gonet deixou a negociação aberta e pediu à defesa de Vorcaro que complementasse lacunas do acordo. Depois disso, o banqueiro chegou a acrescentar mais fatos no acordo e mudou parte dessas narrativas, mas o material não foi suficiente para convencer os investigadores.

Uma das mudanças, conforme revelou o Estadão, foi confessar que fez pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) como propina. Na primeira tentativa de delação, o dono do Master dizia apenas que bancou benesses ao senador, como viagens, festas e mesada de R$ 300 mil, por sua "relação de amizade" e sem buscar nada em troca. Procurado por meio de sua assessoria, o senador ainda não se manifestou.

Com a rejeição, a tendência é que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça mande Vorcaro de volta para um presídio comum, após três meses de permanência dele em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Pela lei, não há impedimento para que Vorcaro tente apresentar uma terceira proposta de delação premiada mais à frente, mas a negativa pelos dois órgãos fecha as portas nesse momento. O cenário atual é que não deve haver espaço para novas conversas neste momento.




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