Investigação Exame aponta que Gabrielle da Silva Trevisan morreu em decorrência de pneumonia bacteriana
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo descartou que a morte de Gabrielle da Silva Trevisan, 27 anos, tenha sido causada por intoxicação por metanol. A conclusão foi baseada em exames realizados pelo CIATox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica), segundo informou a Pasta nesta segunda-feira (15).
Gabrielle morreu após ser internada no último dia 6, em Santo André. De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), o caso foi registrado como morte suspeita no 1º Distrito Policial de Santo André.
Segundo o BO (Boletim de Ocorrência) registrado no domingo (14), a irmã da vítima informou que Gabrielle foi encontrada desacordada por ela e pela mãe e foi socorrida pelo Samu ao CHM (Centro Hospitalar Municipal). O documento também menciona a suspeita familiar de possível intoxicação por metanol e relata que a jovem passou por hemodiálise e ventilação mecânica durante a internação. Ainda conforme o registro policial, havia informação passada pela irmã de que a vítima apresentava hepatite em decorrência de cirrose.
Responsável pela investigação, o delegado Edson Tavares afirmou que os elementos reunidos pela polícia e o laudo médico afastam a possibilidade de intoxicação por metanol.
“Estamos convictos que a morte da Gabrielle se deu por causas naturais. O laudo é claro em dizer que ela teve um edema pulmonar decorrente de uma pneumonia bacteriana. Então, essa história de intoxicação por metanol é afastada”, afirmou.
Segundo o laudo do IML (Instituto Médico Legal), a causa da morte foi edema agudo de pulmão decorrente de pneumonia bacteriana.
O delegado explicou ainda que, durante as diligências, familiares relataram que Gabrielle apresentou sintomas compatíveis com pneumonia antes da internação e que não houve qualquer indicação de que ela tivesse associado seu quadro clínico ao consumo de bebidas.
“ Ela começou a apresentar sintomas característicos de uma pneumonia e, infelizmente, demorou para buscar tratamento. Quando foi internada, a doença já estava em estágio avançado”, disse.
Segundo Tavares, embora ainda exista a previsão de um exame toxicológico complementar, a Polícia Civil já descarta a hipótese de intoxicação por metanol.
“Uma vez que se trata de morte natural, não há crime a ser apurado”, esclareceu.
O delegado também ressaltou que não há indícios de problemas relacionados à venda de bebidas na região e destacou que órgãos municipais e estaduais mantêm ações de fiscalização desde os casos de bebidas adulteradas registrados anteriormente no Grande ABC.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que, desde o início das ações de combate às bebidas adulteradas, em agosto de 2025, já foram contabilizados 578 casos descartados para intoxicação por metanol no Estado.
LEIA MAIS:
Incêndio começa em apartamento de Santo André por conta de panela no fogo
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.