Palavra do Leitor Titulo Opinião

Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste domingo (14)

14/06/2026 | 09:58
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Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Livros x telas

‘Deixem os novos leitores em paz’ (Opinião, dia 12). Como é bom saber, por meio do Diário, que o livro não está se tornando mera peça de decoração. Apesar de toda a campanha contra ele via telas, sobrevive. Independentemente dos que foram queimados na Inquisição ou na era nazista, ele continua aí, firme, no metrô, no trem ou no balanço do busão. Não prejudica a vista e é muito mais completo e detalhista. Parabenizo aqui o filósofo Pedro de Medeiros pelo artigo tão esclarecedor.

João Camargo - Capital

DGABC

Máquina pública

Pesquisas são fotografias de um momento. Já as análises que as acompanham muitas vezes parecem roteiros prontos para explicar ao leitor o que ele deveria enxergar na imagem. Os números mostram tendências; as interpretações revelam preferências. Por isso chama atenção a naturalidade com que se celebra o “uso da máquina” para driblar adversários. Quando a prioridade passa a ser vencer a disputa narrativa, corre-se o risco de esquecer que a máquina pública existe para servir ao cidadão, não para turbinar campanhas. Mais curioso ainda é ver medidas classificadas como eleitoreiras sendo tratadas como estratégia bem-sucedida. Quando até seus defensores utilizam esse adjetivo, fica difícil distingui-las de uma campanha financiada pelo contribuinte. O eleitor agradece menos o marketing e mais os resultados.

Luciana Lins - Campinas (SP)

STF x Justiça italiana

‘Justiça italiana aponta parcialidade de Moraes como motivo para anular extradição de Zambelli’ (www.dgabc.com.br). O cenário político e jurídico brasileiro acompanha o chamado “inferno astral” do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. Somam-se às recentes menções em redes sociais sobre supostas relações indiretas dele e de sua mulher com um contrato de R$ 134 milhões envolvendo o Banco Master. Agora, o ministro enfrenta um revés internacional vindo do Judiciário europeu. Nesta sexta-feira (12), a Corte italiana negou o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, em decisão interpretada por críticos como um questionamento à condução do caso no Brasil. De acordo com a decisão da Justiça italiana, Moraes teria atuado sob uma “dupla veste”: a de julgador e, ao mesmo tempo, a de suposta vítima direta dos crimes imputados à parlamentar. Como relator do processo no STF, Alexandre de Moraes votou pela condenação de Zambelli a uma pena de 10 anos de prisão – decisão posteriormente ratificada pelo plenário da Suprema Corte. Na sequência, a Câmara dos Deputados também cassou o mandato da parlamentar. As acusações que pesam contra Zambelli na Justiça brasileira incluem: responsabilidade pela invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça); porte ilegal de arma de fogo durante as eleições de outubro de 2022; e contratação do hacker Walter Delgatti Neto para inserir um mandado falso de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes. Após a condenação em território nacional, Carla Zambelli viajou para a Itália, onde acabou detida pela polícia local a pedido da Polícia Federal brasileira. No entanto, após 10 meses de reclusão preventiva no exterior, a Corte italiana decidiu recusar em definitivo a extradição, determinando a soltura da ex-deputada. Diante de um cenário em que a Suprema Corte brasileira já enfrenta desgaste na opinião pública e questionamentos sobre ativismo judicial, a decisão da Corte italiana tende a ampliar o debate institucional e gerar cobranças por manifestação ou esclarecimento público por parte do STF.

Paulo Panossian - São Carlos (SP)

Maioridade penal

‘Câmara dos Deputados aprova redução da maioridade penal para 16 anos’ (www.dgabc.com.br). Em ano eleitoral, o Congresso parece descobrir uma disposição repentina para trabalhar. Depois da discussão sobre a escala 6x1, a nova bola da vez é a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Mas diante de tantos crimes e de tanta violência, cabe uma pergunta: o problema é a falta de leis ou a falta de aplicação delas? O Brasil possui legislação específica para combater a violência contra a mulher, como a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, a Lei do Stalking e a Lei de Importunação Sexual. Mesmo assim, mulheres continuam sendo perseguidas, agredidas e assassinadas, muitas vezes apesar de medidas protetivas. Se leis bastassem, o problema já estaria resolvido. O que falta é investigação eficiente, punição rápida e cumprimento rigoroso das normas existentes. Por isso, antes de criar novas regras ou alterar as atuais, seria prudente fazer funcionar as que já existem. Caso contrário, continuaremos acumulando leis, enquanto as vítimas se acumulam junto com elas. No Brasil, não faltam leis. O que anda escasso são as consequências para quem as desrespeita.

Izabel Avallone - Capital

Governo do Rio

‘Governador do RJ diz que vai aderir a novo programa de renegociação de dívidas até o fim do mês’ (www.dgabc.com.br). O atual governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, não é um político, e sim um desembargador. Mostrou até agora que o Estado pode funcionar sem criar cargos desnecessários em comissão, desperdícios e desequilíbrios fiscais, além da corrupção que existe há anos no Rio. Não há soluções fáceis, o essencial são as escolhas para distribuição dos escassos recursos para necessidades verdadeiras. 

Tania Tavares - Capital




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