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Sem Butantan-DV, outras vacinas contra a dengue seguem disponíveis

Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda e Dengvaxia, da farmacêutica francesa Sanofi são as opções para proteção contra doença

14/06/2026 | 14:20
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FOTO: Divulgação/Agência SP Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Apesar da pausa temporária pelo Ministério da Saúde da vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan (Butantan-DV), outras vacinas contra a doença continuam disponíveis nas redes pública e privada de saúde, com eficácia e segurança comprovadas.

Uma delas é a Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda. O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023 e é aplicado em duas doses.

A vacina é indicada para pessoas de quatro a 60 anos, independentemente de terem tido dengue anteriormente. No Sistema Único de Saúde (SUS), no entanto, a aplicação está restrita a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. 

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Cerca de 8 milhões de doses da Qdenga já foram aplicadas no Brasil, com impactos visíveis no controle da doença. Mas, apesar de o Ministério da Saúde ter adquirido todas as doses disponibilizadas pelo fabricante, a capacidade de produção da vacina ainda é insuficiente para atender à demanda nacional. 

Outro imunizante disponível é a Dengvaxia, da farmacêutica francesa Sanofi. Primeira vacina contra a dengue aprovada pela Anvisa, em dezembro de 2015, ela é indicada para pessoas de nove a 45 anos que já tiveram a doença. Disponível apenas na rede privada, o imunizante é aplicado em três doses e exige comprovação de infecção prévia pelo vírus. 

A suspensão temporária da imunicação com a Butantan-DV foi tomada após o registro de 42 casos  que apresentaram sintomas como abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Desses, três casos foram classificados como graves, incluindo dois óbitos.

Mais de 500 mil doses da vacina foram aplicadas até maio. Segundo o ministério, ainda não há conclusão sobre uma possível correlação entre os casos e a vacina, e as investigações continuam.

A estratégia de vacinação com a Butantan-DV teve início em janeiro deste ano e era direcionada aos profissionais da Atenção Primária à Saúde e, de forma ampliada, à população de 15 a 49 anos de Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e da região de Araguaína (TO).

De acordo com o Ministério da Saúde, os casos graves não ocorreram nas localidades onde a imunização foi ampliada para a população em geral.

Nos estudos clínicos, a Butantan-DV apresentou eficácia geral de 65% e de 80,5% na prevenção de casos graves e os sintomas adversos não foram constatados durante a fase de estudos.

O país tem apresentado queda nos casos prováveis de dengue, apesar da melhora dos indicadores, a dengue continua sendo a maior endemia do país.

*Com informações da Agência Brasil 61




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