Pleito 2026 Seis das sete cidades contabilizam 35 nomes cotados para a Alesp e 22 para a Câmara Federal; São Bernardo concentra maior disputa
FOTO: José Cruz/Agência Brasil

A 112 dias para a eleição de 4 de outubro, o Grande ABC contabiliza pelo menos 57 pré-candidatos a deputado estadual e a deputado federal em seis das sete cidades – apenas Rio Grande da Serra não apresenta nomes para a disputa. O atual quadro segue praticamente estável se comparado ao cenário apresentado há quatro anos, quando a região chegou a ter o mesmo número de indicações antes das convenções partidárias. A corrida pelos votos promete ser mais acirrada em São Bernardo, com 19 possíveis postulantes.
Para a eleição de 2026, os seis municípios somam 35 pré-candidatos para a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) e 22 para a Câmara Federal. Em 2022, a região teve distribuição exatamente igual nas campanhas proporcionais, com a diferença de que Rio Grande da Serra tinha, no levantamento realizado pelo Diário em maio daquele ano, uma pessoa cotada, que no fim não confirmou presença nas urnas. Para o próximo pleito em outubro, dez agentes políticos vão disputar a reeleição.
Em São Bernardo, o xadrez eleitoral envolve interesses de grandes lideranças políticas, como o prefeito Marcelo Lima (Podemos), o antecessor Orlando Morando (MDB), o deputado federal Alex Manente (Cidadania) e o PT, que tem a cidade como o seu berço. O maior município do Grande ABC contabiliza, neste momento, 12 pré-candidatos a deputado estadual e sete a deputado federal. Na Alesp, Carla Morando (PSD), Luiz Fernando Teixeira (PT), Teonilio Barba (PT) e Oseias de Madureira (PL) tentarão a reeleição.
Para ter influência no Parlamento paulista, Marcelo Lima lançará às urnas os vereadores Ivan Silva, Fran Silva (ambos do Podemos) e Julinho Fuzari (Republicanos). O prefeito tem Morando, futuro postulante a deputado federal, como desafeto político e, por essa razão, contará com Rafael Demarchi (Progressista) como potencial concorrente do emedebista. Por sua vez, Alex Manente sairá em busca do quarto mandato em Brasília, enquanto o PT tem o sindicalista Moisés Selerges como maior aposta ao Congresso Nacional.
Na vizinha Santo André, 12 lideranças surgem como potenciais candidatos, como Ana Carolina Serra (PSDB), cotada à reeleição em dobrada com marido, o ex-prefeito Paulo Serra (PSDB) para deputado federal. O tucano, porém, ainda espera definir se vislumbra o Congresso Nacional ou se coloca na disputa pelo governo do Estado. Já o deputado federal Fernando Marangoni (Podemos) confirmou que quer mais quatro anos em Brasília.
No segundo mandato na Alesp, Thiago Auricchio (PL) terá a eleição mais difícil pela frente, uma vez que será a primeira sem o pai, José Auricchio Júnior (PSD), como prefeito de São Caetano. O atual chefe do Palácio da Cerâmica, Tite Campanella (Republicanos), já confirmou que não apoiará a reeleição do liberal.
Em Diadema, Marcos Michels (MDB) é cotado para ser uma das apostas do prefeito Taka Yamauchi (MDB) ao Legislativo paulista, espaço também visado pelo ex-deputado estadual Márcio da Farmácia (Cidadania), e pelos vereadores Reinaldo Meira (Solidariedade) e Josa Queiroz (PT). Já Mauá, a maior queda de braço será entre o deputado estadual Atila Jacomussi (PRD) e o PT do prefeito Marcelo Oliveira, que focará na reeleição de Rômulo Fernandes (PT).
Por sua vez, o prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL), apostará no pai Clóvis Volpi (PSD) para deputado estadual, com a concorrência do próprio vice-prefeito Rubão Fernandes (Solidariedade).

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