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Galvão Bueno dá show em transmissão de Brasil x Marrocos no SBT e mostra sua melhor versão

13/06/2026 | 22:00
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Copa do Mundo sem Galvão Bueno não é Copa do Mundo. O narrador fez sua estreia, neste sábado, pelo SBT e NSports na transmissão de Brasil x Marrocos, em East Rutherford, e evocou sua melhor versão: um narrador-corneteiro-torcedor do primeiro ao último minuto. Galvão está em sua 14ª Copa do Mundo, a segunda fora da Globo.

No SBT, conduziu uma transmissão exemplar. O leitor pode questionar: "mesmo cometendo erros, não reconhecendo famosos e lideranças políticas?". Sim!

Porque este é o Galvão Bueno, o narrador que é capaz de transformar um lapso em uma ironia e se virar como ninguém no ao vivo. Galvão reclamou da posição em que foi alocado no MetLife Stadium, contestou a atuação de Lucas Paquetá, alfinetou o árbitro, o diretor de televisão da transmissão oficial... Quem se salvou foi o Olodum, conclamado no pré-jogo.

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A melhor decisão que Galvão tomou foi diminuir sua "presença de tela" nos últimos anos. A narração, nesta estreia da Copa, mostrou um Galvão preparado como não se via há tempos, nem nas transmissões do Prime Video. Galvão em excesso não é recomendável, mas em doses homeopáticas parece uma solução formidável.

Galvão poupou a voz ao ficar fora da abertura da Copa (México x África do Sul) e pôde chegar em grande nível no duelo da seleção brasileira. Ele vai transmitir os próximos jogos da seleção e deve totalizar outros oito jogos até o fim do Mundial. O quinteto com Mauro Beting, Alexandre Pato, Muricy Ramalho e Nadine Basttos ornou mais do que o quadrado mágico da seleção.

Galvão sabe ser contundente sem ser ofensivo ao microfone. Ser eloquente sem precisar de grosserias. Descontrair com o tom de voz sem precisar abusar das palavras. "Palavrão eu não falo!

Sou contra, absolutamente. Não precisa de palavrão para ser moderno", disse o narrador em entrevista ao Estadão há alguns meses. Casimiro Miguel e sua trupe não inventaram a roda.

Descontração em transmissão esportiva, entreter e divertir durante um jogo eram uma marca de Silvio Luiz, por exemplo. Mas a CazéTV tem espaço, tempo e pessoal para corrigir a rota e dialogar com um público diverso, incluindo quem prestigia o cuidado com a informação e quer que ela esteja à frente do protagonismo pessoal. Em uma Copa em que se sente falta de Luis Roberto e Cleber Machado, Galvão Bueno é um alento.

É Copa do Mundo! É hora de Galvão Bueno.




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