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Cirurgião do CHM de Santo André é referência mundial

Especialista em cirurgia do aparelho digestivo, João Emílio Pinheiro passou um mês em centro médico de referência na Coreia do Sul

13/06/2026 | 08:00
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Divulgação/PMSA
Divulgação/PMSA Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Coordenador da área de Cirurgia do CHM (Centro Hospitalar Municipal) de Santo André, o cirurgião do aparelho digestivo João Emílio Lemos Pinheiro Filho, se tornou o primeiro brasileiro a participar de um intercâmbio na Coreia do Sul, com o objetivo de conhecer de perto um dos principais centros cirúrgicos do mundo.

O médico participou do IOTK (International Observership Training Korea) 2026, iniciativa da Associação Coreana de Cirurgia Hepato-Biliar-Pancreática e realizada no Asan Medical Center, reconhecido pelo alto nível de desempenho. Pinheiro Filho também é coordenador de Cirurgia-Geral do Hospital de Clínicas Municipal de São Bernardo.

Durante o mês de março deste ano, o especialista acompanhou a rotina da Divisão de Transplante Hépático da instituição, participando da observação de procedimentos de alta complexidade, discussões, atividades e diálogo com profissionais de diversos países.

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Segundo o coordenador, a ideia é desenvolver os ensinamentos colhidos na saúde andreense. “São exatamente essas práticas que pretendo fortalecer aqui: organizar o fluxo para que os casos de alta complexidade sejam concentrados e discutidos em equipe, estruturando o planejamento depois da operação e buscando o mesmo padrão que vi”, disse Pinheiro Filho.

Na Coreia do Sul, o especialista também mostrou ações desenvolvidas no Grande ABC. Durante o intercâmbio, o cirurgião apresentou um poster sobre o serviço de cirurgia do Centro Universitário FMABC (Faculdade de Medicina do ABC).

De acordo com a Prefeitura andreense, a experiência do coordenador do CHM mostrou um reforço na qualificação técnica da unidade e aprimora o atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde). “No fim, quem ganhará é o paciente da rede pública de Santo André, porque o conhecimento que fui buscar do outro lado do mundo volta para cá, para a ponta do atendimento”, acrescentou.

Segundo o médico, a experiência no país asiático proporcionou uma troca de conhecimentos que ultrapassou a observação clínica. “Retorno com profunda consciência da responsabilidade de ter sido o primeiro brasileiro a participar do IOTK, uma oportunidade que espero honrar incentivando outros profissionais a seguirem o mesmo caminho. Só tenho a agradecer à liderança da associação, aos professores da Coreia e a toda equipe do centro médico pela acolhida e pelo aprendizado proporcionado durante o programa”, concluiu o médico.

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