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Equador que só foi vencido pelo Brasil de Dorival desafia Costa do Marfim 'orfã' de torcida

12/06/2026 | 21:41
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Equador de Sebastián Beccacece, que enfrenta a Costa do Marfim a partir das 20 horas (de Brasília) deste domingo, chega à Copa do Mundo com a expectativa de superar a melhor campanha equatoriana da história dos Mundiais, alcançada em 2006, com eliminação nas oitavas. Quando entrar em campo no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, a seleção treinada pelo argentino de 45 anos estará defendendo uma série invicta de 19 jogos.

A última derrota foi na estreia de Beccacece, escolhido pela federação nacional enquanto treinava o Elche, na segunda divisão da Espanha, para substituir o espanhol Félix Sánchez, demitido. O início do trabalho dele como técnico do Equador foi em setembro de 2024, no Couto Pereira, em Curitiba, onde acabou derrotado por 1 a 0 pelo Brasil, ainda comandado por Dorival Júnior, por quem nutre imensa simpatia. "Primeiro me tocou enfrentá-lo com Dorival, com quem tive uma relação muito linda, porque havíamos nos encontrado em diferentes lugares das viagens vendo nossos jogadores.

Ele, os brasileiros, nós, os equatorianos", contou o argentino ao Estadão. "Ele me gerou uma sensação linda de uma pessoa muito familiar, muito apaixonada, e, bem, eu também venho desse espaço, então pudemos ter um diálogo." Depois do gol de Rodrygo que os aniquilou no Paraná, os equatorianos não perderam mais nenhuma partida, não à toa terminaram as Eliminatórias na vice-liderança, atrás apenas da Argentina. A invencibilidade continuou nos amistosos que vieram na sequência.

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Esse desempenho se deve muito ao poder defensivo da equipe de Beccacece, característica evidenciada pelos números, afinal a sequência positiva é composta por oito vitórias e 11 empates, dos quais sete foram por 0 a 0. São 20 gols feitos e apenas sete sofridos em 20 jogos. A construção dessa solidez se dá por méritos do treinador, porém também pela qualidade do material humano do qual ele dispõe para montar o sistema defensivo.

O zagueiro Pacho, do PSG, e o lateral-esquerdo Hincapié, do Arsenal, finalistas da Champions League, fazem parte dessa espinha dorsal, assim como Moisés Caicedo, volante do Chelsea Dado o caminho construído até a disputa do Mundial, Beccacece confia que é possível superar o feito do Equador derrotado por 1 a 0 para a Inglaterra, nas oitavas de final de 2006, ao sofrer gol de David Beckham, e recebido com honrarias na volta para casa.

Nas outras poucas Copas que disputou - 2002, 2014 e 2022 -, a seleção equatoriana foi eliminada na fase de grupos. "Obviamente sabemos que isso implica romper um monte de parâmetros, crenças que durante o tempo não se pôde vencer. Esperamos que esta seja essa oportunidade para fazer algo grande. O grupo de jogadores está convencido de que são os mais importantes de toda esta história.

Nós estamos para acompanhar, para guiar e para contribuir para que eles brilhem. O entusiasmo do povo também vai somar a favor", disse o treinador. Se o Equador tem como objetivo ir além das oitavas, em um Mundial que terá ainda uma fase mata-mata a mais, a Costa do Marfim quer passar da fase de grupos pela primeira vez.

A estreia em Copas foi em 2006, com a geração liderada por Didier Drogba, estrela que ajudou o país africano a se classificar para as duas edições seguintes, em 2010 e 2014, mas não foi capaz de quebrar o tabu. Depois da última copa de Drogba, no Brasil, os marfinenses só voltaram a se classificar para justamente para a edição dos EUA, México e Canadá. Voltar ao evento após 12 anos longe é motivo de muita euforia na Costa do Marfim, por isso havia intensa mobilização de torcedores que se planejavam para acompanhar os jogos in loco.

Os planos, contudo, foram frustrados pela restrita política de imigração dos EUA. O Comitê Nacional de Torcedores dos Elefantes (CNSE, na sigla em francês), órgão ligado ao Ministério do Esporte do país, esperava levar 500 pessoas aos jogos, objetivo frustrado porque a grande maioria dos vistos foram negados. "Os torcedores desistiram de viajar porque os EUA não querem ver torcedores de certos países como a Costa do Marfim em seu território. Foram claros conosco ao dizer que não queriam ver nossos torcedores", disse Julien Kouadio Adonis, presidente do CNSE.

Órfã de torcida, a seleção marfinense, embora não tenha estrelas do quilate daquelas de sua época de ouro - como Drogba e Yaya Touré -, tem jogadores espalhados pelas principais ligas europeias. Yan Diomande, atacante do RB Leipzig, e Franck Kessié, meio-campista do Al-Ahli e ex-Milan e Barcelona, são alguns dos nomes mais conhecidos do grupo. O grande mérito da seleção comandada por Emerse Faé, contudo, é a defesa, assim como ocorre com o Equador.

Os marfinenses não sofreram um gol sequer durante as Eliminatórias Africanas. Na partida mais recente, venceram por 2 a 1 um amistoso com a França, uma das favoritas ao título mundial. FICHA TÉCNICA COSTA DO MARFIM X EQUADOR COSTA DO MARFIM - Yahia Fofana; Guela Doué, Koussonou, Ousmane Diomande e Konan; Sangare, Franck Kessié e Wahi; Diallo, Oumar Diakité e Yan Diomande.

Técnico: Emerse Faé. EQUADOR - Hernán Galíndez; Alan Franco, Joe Ordóñez, Willian Pacho e Piero Hincapié; Moisés Caicedo, Pedro Vite e Gonzalo Plata; John Yeboa, Alan Minda e Énner Valencia. Técnico: Sebastián Beccacece.

ÁRBITRO - Francois Letexier (FRA). LOCAL - Lincoln Financial Field, na Filadélfia. HORÁRIO - 20 horas (de Brasília).

ONDE ASSISTIR - Globo, CazéTV e SporTV.




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