Publieditorial A maioria esmagadora quer o melhor para a comunidade, e mesmo com a ameaça de deixar a Paulista, ela seguirá sendo colorida

Vamos contabilizar a semana Pride? Este ano foi complexo e cheio de intercorrências.
1) A Parada; cumpriu o papel de estar na avenida e seus discípulos seguindo a canção. Resistentes e festeiros estavam presentes.
2) As empresas; que deram ré no patrocínio mostraram que não são tão coloridas assim. Parece que a política influenciou a ideologia.
3) Artistas e personalidades; “alegam” ter feito shows gratuitos, todavia o fizeram de forma reduzida e sintática. O trecho da Rua Consolação até a dispersão na Praça Roosevelt, somente estavam os resistentes e adeptos reais da causa.
4) Dragcon; este evento, que pela primeira vez se apresentou no Brasil, associado à marca RuPaul's Drag Race, foi um sucesso. Organizado, bonito e cheio de glamour, só arrancou elogios dos participantes. Que venha a segunda edição para abrilhantar ainda mais o Orgulho.
5) Organização; com milhares de compartilhamentos, algumas personalidades reclamam muito da organização, entre elas estão: MC Trans, que fecharia com show a Feira da Diversidade e foi praticamente expulsa do palco, após cantar uma música, e também o vídeo da icônica Drag Marcia Pantera, símbolo de resiliência entre a comunidade, alegando ter sido “esquecida” na convocação. Marcio Rolim, grande influencer da causa, também não se fez presente. O arco-íris estava com falta de algumas cores. ATENÇÃO!
6) Festas paralelas; que nada têm a ver com a Parada ou com a causa LGBT+, mostraram baixarias, como exemplo a “Guapo”. No caso das festas, são duas camadas a serem analisadas. De um lado, os empresários que querem o doce pink money a qualquer custo, e do outro lado, os gays que querem apenas desfilar corpos feitos nas academias fit e consumir docinhos.
Saldo? Positivo! A maioria esmagadora quer o melhor para a comunidade, e mesmo com a ameaça de deixar a Paulista, o que não ocorrerá por ser inconstitucional, salvaguardado por decreto de um ditador na presidência da república, fica a dica, a Paulista seguirá sendo colorida.
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