Amazônia Dados do Deter apontam o menor índice da série na Amazônia no período analisado, com redução de 31,4%
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (11) que vai mandar dados sobre o desmatamento da Amazônia para o USTR (United States Trade Representative) para contestar a taxa sugerida de 25% sobre produtos brasileiros. Um dos argumentos americanos para o novo tarifaço é o suposto avanço do desmatamento no País.
"Vamos ter que pegar esses dados e mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos, que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com uma taxação maior, e vamos comparar o que acontece no Brasil com o que acontece nos Estados Unidos", declarou.
Lula visitou nesta quinta-feira (11) o ORA (Observatório Regional Amazônico) da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica). Foram apresentados a Lula resultados obtidos pelo governo que apontam redução do desmatamento na região Amazônica e no Cerrado.
Na Amazônia, foram registrados 2.189 km2 em áreas agregadas desmatadas entre agosto de 2025 e maio de 2026, sendo o menor número da série registrado pelo Deter (Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real). Comparado aos anos de 2024 e 2025, a redução foi de 31,4%.
Já no Cerrado, foram registrados 4.208 km2 em áreas agregadas desmatadas entre agosto de 2025 e maio de 2026. O valor é 8,2% menor que os anos de 2024 e 2025.
Lula afirmou em discurso que irá comparar a realidade do desmatamento no Brasil e nos Estados Unidos. O presidente disse também que a Casa Branca não sabe da meta do governo em alcançar o desmatamento zero até 2030.
"Isso não é decisão de nenhuma COP, não é decisão da ONU, isso é uma decisão do nosso governo", disse o presidente sobre a meta de desmatamento zero.
O presidente também voltou a declarar que não deseja ter guerra com os Estados Unidos, e que procura ter com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um confronto de narrativas. "A gente não quer briga. A gente quer respeito, igualdade, civilidade, comércio e desenvolvimento para os dois países", afirmou.
"A minha guerra é provar que você (Trump) foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos, e eu respeito o voto do povo americano. Mas que você não foi eleito para ser imperador do mundo, onde você pode dizer tudo que você quer e as pessoas ficarem quietas", afirmou.
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