Esperança Pesquisa aponta que jogos devem gerar impacto positivo de R$ 4,32 bilhões no faturamento do comércio no País
FOTO: André Henriques/DGABC

O sonho de conquistar o hexa na Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11), tem dominado os moradores da região. Casas e ruas enfeitadas, a corrida para completar o álbum de figurinhas e a expectativa para ver os convocados pelo técnico Carlo Ancelotti em campo garantem o otimismo dos comerciantes do Grande ABC para aumento das vendas durante o torneio. Dos ambulantes aos lojistas, o Mundial virou o foco para dobrar o faturamento .
No Brasil, os jogos devem gerar impacto positivo de R$ 4,32 bilhões no comércio, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O número indica alta real de 6,5% em relação ao total registrado na edição de 2022.
Quem passa pelo Estádio Bruno Daniel, na Vila América, em Santo André, já está acostumado a ver bandeiras e camisetas de times vendidas por João Santos, 53 anos, conhecido como João das Bandeiras. Nos varais estendidos na Rua 24 de Maio, os artigos de clubes paulistas perderam espaço para o verde e amarelo. “O movimento já aumentou 40%. Tudo melhorou depois do amistoso (contra o Egito). Se eu vendia dez bandeiras por dia, agora são 15. Carros e prédios estão decorados. As pessoas também colocam bandeiras em escritórios. Isso faz com que fiquemos mais confiantes para investir nos materiais”, afirma. Os preços das bandeiras variam de R$ 50 a R$ 80. As camisas, R$ 100.
No Centro de Diadema, o gerente da Palombo Sports, Ricardo Palombo Filho, 42 anos, aumentou o estoque em 30% para poder atender à demanda. “A procura está grande, ainda mais às vésperas da estreia do Brasil. As expectativas são as melhores possíveis. Creio que o aumento será de 50% com facilidade. Pessoal leva camisa, boné, tudo relacionado à Copa.”
Para ele, o álbum de figurinhas tem influenciado ainda mais o consumo. “Mesmo sem vendermos esse produto aqui, muitas crianças aparecem para fazer trocas. Elas chegam com os pais e isso nos ajuda a vender”, relata. “Existem seleções mais bem preparadas, mas somos os únicos pentacampeões. Temos capacidade de ganhar.”
Segundo a CNC, o cenário é impulsionado pelo maior dinamismo do mercado de trabalho e pela inflação menor, fatores que compensam o encarecimento do crédito.
Até para quem está fora do ramo esportivo, o Mundial tem sido um chamariz. O proprietário da loja de variedades Appari Shop, em Ribeirão Pires, Thiago Plenas, 41, afirma que incrementar copos temáticos, álbuns e enfeites tem atraído mais clientes para o local. “A Copa nos ajuda a vender outros produtos que temos. O cliente entra no espaço, dá uma olhadinha e aproveita para levar mais coisas, como eletrônicos. As vendas já subiram 15%”, destaca.
Na casa da vendedora Roseane Andrade, 43, moradora do Oasis Paulista, em Rio Grande da Serra, o amor pela Seleção vai se juntar com os enfeites para o São João. “A gente quer algo que remeta ao Brasil e à Festa Junina para garantir o custo-benefício. São muitos eventos neste mês. Vamos mesclar as duas festividades. Devo gastar R$ 1.000 com tudo, desde a decoração até a preparação para reunir a família.”
(Colaborou João Vittor Espindula)
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